Cotações Mapas Notícias em seu e-mail
Precisa vender? Mais de 6.000 visitantes diariamente esperam pelo seu produto aqui no Pecuaria.com.br. Clique aqui e veja como e facil anunciar!
Arroba do Boi - R$ (À vista)
SP MS MG
277,00 264,00 274,00
GO MT RJ
269,00 262,00 274,00
Reposição - SP - R$
Bezerro 12m 2400,00
Garrote 18m 2940,00
Boi Magro 30m 3660,00
Bezerra 12m 2100,00
Novilha 18m 2630,00
Vaca Boiadeira 2850,00

Atualizado em: 26/11/2020 10:42

Cotações da Arroba: SP-Noroeste, MS-Três Lagoas, MG - Triângulo, GO - Região Sul, MT - Rondonópolis, RJ-Campos
Clique aqui e veja cotações anteriores

 

 

 

 


 
Receba, diariamente, em seu
e-mail nosso boletim com os assuntos que mais interessam
ao profissional do setor.

Clique aqui e inscreva-se gratuitamente.


Adriano Garcia
MTb 10252-MG

 

ARTIGO - Verdade ambiental x fundamentalismo

 
 
 
Publicado em 22/03/2010

Kátia Abreu

O que parecia impossível, acontece: estamos às vésperas de começar a conhecer, com precisão científica, o que o Brasil pode e não pode fazer com suas terras, seus rios, lagos, montanhas e florestas. E mantendo o equilíbrio da natureza, preservando as manifestações de vida, animal e vegetal, e, a um só tempo, liderando a produção mundial de alimentos. Todo esse conhecimento será alcançado por cientistas e pesquisadores brasileiros da Empresa Brasileira de Pesquisa agropecuária (Embrapa) e das instituições parceiras, que começaram o trabalho e têm desde já os recursos necessários assegurados.

Ufa! Finalmente, a questão ambiental neste país se desloca da defesa fanática de dogmas para o conhecimento científico sistemático.

Quem está em campo sabe (e como sabemos e sofremos!) que o jogo do ambientalismo e da ecologia no Brasil é um vale-tudo. Não tem regras. Uns poucos se autodenominam defensores da natureza, conseguem franquias de ONGs internacionais ou criam as suas próprias, arrecadam muito dinheiro para definir o bem e o mal e lançar suas sentenças arbitrárias. Isso pode, isso não pode, decidem. Espalham avaliações, frequentemente difamatórias, contra quem escolhem para bode expiatório. O que decidem passa em julgado, sem apelação.

Já a sociedade, perplexa e generosa, preocupada com a qualidade de vida, as mudanças climáticas e a própria sobrevivência do planeta, submete-se a toda sorte de exageros, superstições e invencionices, até mesmo porque as opiniões arbitrárias vêm sempre mescladas com as melhores e mais comoventes prescrições. As próprias leis ambientais brasileiras, mesmo as consensuais, revelam generosidade e ignorância, pois, em sua maioria, não têm nenhuma base científica e experimental.

Por outro lado, ONGs exploram a insegurança, a debilidade institucional e a antropofagia política de uma nação que tardiamente, mas efetivamente, está driblando as suas contradições e avançando no bom caminho da ordem democrática. Os paradigmas que nos querem impor refletem o remorso, a hipocrisia e, principalmente, o poder econômico dos povos até agora ditos desenvolvidos e que através de milênios de História desconstruíram suas paisagens e não têm mais condições de recompô-las. Desta vez, porém, sofrerão um contra-ataque que não esperavam, num país tropical e exótico, como nos olham.

Estou escrevendo sobre o Projeto Biomas, a ser conduzido pela Embrapa, envolvendo 240 pesquisadores de várias instituições e uma história de sucessos - descobertas, invenções, experimentações - que tornaram o Brasil o terceiro maior exportador mundial de alimentos (na verdade, o segundo, pois a União Europeia, hoje em segundo lugar, não é um país, mas a soma de 27 países). O Projeto Biomas é a oportunidade de ouro para a agropecuária brasileira, escorada no conhecimento científico, mostrar seus compromissos éticos e produzir sem medo.

Escolhidos por algumas ONGs, na impostura ecologista que encenam impunemente, para o papel de Judas em Sábado de Aleluia, os produtores rurais apostam na verdade. Por intermédio da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), estão contribuindo com R$ 20 milhões para que a Embrapa, com independência e autoridade acadêmica, desenvolva o Projeto Biomas.

Fui tão longe e esqueci o que devia ter sido o começo da conversa: biomas. O que são biomas? Uma palavra nova, criada há pouco mais de 50 anos - formada por bio, vida, e oma, conjunto -, designa áreas que apresentam uniformidade de paisagens, clima, solo, subsolo e predomínio de espécies vegetais e animais. No Brasil temos seis biomas: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal. O Projeto Biomas pretende reunir, em seis vitrines tecnológicas de 5 milhões de metros quadrados cada (uma em cada bioma), conhecimentos e experiências para consolidar uma espécie de bula, apresentação minuciosa das paisagens e dos solos de cada bioma nos 851 milhões de hectares do Brasil, acompanhada de indicações e modo de usar, apresentando a forma de uso da terra compatível com o potencial ambiental.

O Projeto Biomas tornará disponíveis informações tecnológicas para todos, democrática e gratuitamente, em especial para os pequenos e médios agricultores, que não podem pagar por elas. E contarão, também, com 350 instrutores treinados pelo sistema CNA/Senar (o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) para orientá-los - são os transferidores de tecnologia. Será a primeira iniciativa que inclui os agropecuaristas como protagonistas de uma importante ação ambiental.

O Projeto Biomas agrega, não alimenta conflito. Vai substituir as opiniões, intuições e a absurda orientação ideológica que transforma dogmas em legislação sobre quantos metros a mais ou a menos de margens de rios e topos de morros devem ser preservados. Agora, prevalecerá a orientação científica, pesquisada e experimentada. É a nossa opção pela ciência e uma declaração da nossa confiança na Embrapa e nos pesquisadores do Brasil.

Os produtores sabem que não há produção sem água ou em solos degradados. Sabem que nada cresce sem o equilíbrio da biodiversidade, tão importante para o controle de pragas e doenças.

Ou, como ouvi outro dia de um velho pesquisador, adaptando inconscientemente um jargão do seu passado socialista à regra de ouro que resultará do Projeto Biomas: A cada bioma, segundo as exigências de preservação da sua natureza; a cada agropecuarista, nos limites estabelecidos para uso econômico das suas propriedades. A utopia fundamentalista não se cumpriu, mas a verdade ambientalista no Brasil será realidade.

* KÁTIA ABREU é senadora da República pelo DEM-TO e presidente da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil).

Artigo publicado no Jornal O Estado de S. Paulo de 22.03.2010.

 

  Compartilhe Compartilhe esta matéria    Imprimir

 


   Leia também:
 
[26/11/2020] - Exportações podem crescer 5,5% em 2021
[26/11/2020] - Arroba: frigoríficos seguem tentando baixar o boi
[26/11/2020] - Boi está em falta. Tem como cair mais?
[26/11/2020] - Milho: preço caiu lá fora, mas não no Brasil
[26/11/2020] - Setor de máquinas tem o melhor desempenho do ano
[26/11/2020] - Sementes misteriosas contêm pragas, segundo o MAPA
[26/11/2020] - FPA: nova lei de falências é vitória para o Agro
[26/11/2020] - Brasil supera projeção e abre quase 400 mil vagas

Regras para a publicação de comentários


   Notícias Anteriores
 
[25/11/2020] - Qual a perspectiva para o boi em 2021?
[25/11/2020] - Arroba: pecuarista continua recusando oferta menor
[25/11/2020] - Alta na arroba não alivia situação do pecuarista
[25/11/2020] - Frigoríficos exportadores sob pressão
[25/11/2020] - Milho: preços futuros em queda
[25/11/2020] - Leite: preço subiu menos que o custo no RS
[25/11/2020] - Frigoríficos gaúchos cobram taxa do século passado
[25/11/2020] - IPEA prevê crescimento menor do Agro
[25/11/2020] - China ameaça Brasil por tuíte de Eduardo Bolsonaro
[24/11/2020] - Frigoríficos usam domínio para derrubar o boi
[24/11/2020] - Arroba: pecuaristas não aceitam ofertas menores
[24/11/2020] - Exportações perdem força mas recorde é provável
[24/11/2020] - Frigoríficos não conseguem alongar as escalas
[24/11/2020] - Consultoria prevê que pressão sobre o boi continua
[24/11/2020] - Seca leva produtores do RS ao desespero
[24/11/2020] - Governo vai cobrar IPVA de trator?
[23/11/2020] - Arroba: analista crê em alta do boi em dezembro
[23/11/2020] - Arroba: frigoríficos fora das compras
[23/11/2020] - Carne recua no atacado
[23/11/2020] - Milho: como está o mercado no início da semana?
[23/11/2020] - Bolsonaro: conservação ambiental com prosperidade
[23/11/2020] - Como registrar gratuitamente seu trator?
[23/11/2020] - Vândalos destroem silos com soja na Argentina
[20/11/2020] - Leite: deputados pedem travas às importações
[20/11/2020] - Arroba: frigoríficos conseguem pequena folga
[20/11/2020] - Semana foi de pressão dos frigoríficos
[20/11/2020] - Analista diz que tendência para o boi não mudou
[20/11/2020] - China continuará importando carne suína por anos
[20/11/2020] - Carne suína alemã pode ser banida por mais de ano
[19/11/2020] - SEM ALTERNATIVA, PRODUTOR DE LEITE ABATE VACAS
[19/11/2020] - Arroba: pecuarista não vende a preço menor
[19/11/2020] - CEPEA confirma queda de braço no boi
[19/11/2020] - Balança comercial do Agro bate novo recorde
[19/11/2020] - Produtores artesanais de carne têm novas regras
[18/11/2020] - Arroba: pecuaristas reagem e travam venda de bois
[18/11/2020] - China defende inspeções em embalagens de carne
[18/11/2020] - CEPEA: leite pode cair até 7% em novembro
[18/11/2020] - Leite: produtores do PR também prevêem queda forte
[18/11/2020] - Produtor de leite sofre com alta nos custos
[18/11/2020] - IGP-M sobe forte, sem sinal de alívio
[18/11/2020] - Dólar cai a R$ 5,30 com otimismo global
[18/11/2020] - Crédito rural dispara 20% no Banco do Brasil
[18/11/2020] - Gripe aviária se espalha por países europeus
[17/11/2020] - Exportações devem bater novamente o recorde
[17/11/2020] - Exportadores protestam contra acusações da China
[17/11/2020] - Argentinos crêem que acusação é para baixar preços
[17/11/2020] - CEO da Marfrig nega contaminação na carne
[17/11/2020] - Arroba: quem aceitou a manobra dos frigoríficos?
[17/11/2020] - Pecuaristas não aceitam queda de preço no boi
[17/11/2020] - Disparada dos grãos anula alta do boi

     Clique aqui para ver o índice geral de noticias


 

 

 

Adicione seu site Comprar e vender Atendimento ao anunciante Mais buscados

Venda para a pecuária brasileira através da Internet!
Clique aqui e veja como anunciar no Pecuária.com.br