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Arroba do Boi - R$ (À vista)
SP MS MG
277,00 264,00 274,00
GO MT RJ
269,00 262,00 274,00
Reposição - SP - R$
Bezerro 12m 2400,00
Garrote 18m 2940,00
Boi Magro 30m 3660,00
Bezerra 12m 2100,00
Novilha 18m 2630,00
Vaca Boiadeira 2850,00

Atualizado em: 26/11/2020 10:42

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Adriano Garcia
MTb 10252-MG

 

Utilização racional de touros em monta natural

 
 
 
Publicado em 27/11/2006

José Robson Bezerra Sereno

Em uma população não seleta de touros, 20% a 40% dos animais apresentam infertilidade ou subfertilidade por inadequada qualidade seminal e/ou alterações físicas que impedem a cópula ou diminuem a libido. Alguns pesquisadores informam que o número de touros zebuínos inférteis e subférteis em serviço no Brasil é elevado, aproximadamente 40% apresentando algum distúrbio de fertilidade ao exame andrológico (exame do sêmen e dos genitais masculinos). Existem evidencias de que a porcentagem de touros considerados inaptos à reprodução é crescente conforme a idade, além de veiculação mais fácil de doenças da reprodução. Pesquisas realizadas nas principais áreas produtoras de carne do Brasil Central evidenciaram subutilização de touros nas atuais relações touro:vaca preconizadas. De forma geral, utiliza-se, em áreas de pastagem cultivada, a relação touro:vaca de 1:25, ou seja, um touro para cada grupo de 25 vacas. No Pantanal, onde pratica-se a pecuária extensiva explorada em pastagens nativas, os produtores utilizam a proporção touro:vaca de 1:10. Entretanto, recentes estudos mostram que se pode duplicar a utilização destes touros nestas regiões, bastando para isso fazer a seleção adequada dos reprodutores. Para isso, torna-se imprescindível a realização de uma criteriosa avaliação reprodutiva do macho.

Estudos realizados nos EUA, com animais de origem européia, mostraram que não há repercussão negativa na taxa de fertilidade do rebanho quando se utilizam proporções touro:vaca de 1:25 até 1:60. Estudos recentes realizados no Mato Grosso do Sul, utilizando-se proporções touro:vaca de 1:40, 1:60 e 1:80 obtiveram-se taxas de prenhez de, aproximadamente, 71%, 66% e 66%, respectivamente. Estudos relativos à redução da proporção touro:vaca com reprodutores zebuínos em condições tropicais ainda são escassos no Brasil, entretanto, a globalização da economia tem gerado a necessidade de redução de custos de produção e melhora da produtividade para se conquistar novos mercados.

A maior vantagem da redução da relação touro:vaca é a economia proporcionada nos custos de produção dos bezerros. Pesquisadores brasileiros sugerem que o limite de confronto ou desafio para touros Nelores de alto desempenho reprodutivo é de 80 a 100 vacas por estação de monta; cargas acima desta podem ser limitantes para o poder fecundante, pelo menos, nas primeiras semanas da estação de monta. A intensificação dos programas de manejo utilizando curtíssimas estações de monta (menos que 50 dias) pode aumentar a pressão sobre os touros, excedendo seus limites de capacidade de serviço em monta natural.

Considerando a larga extensão territorial (140.00 quilômetros quadrados) e as condições de manejo extensiva do Pantanal, recomenda-se a implantação desta prática de manejo de forma gradual, iniciando-se com 1:25 até 1:40, desde que se faça, previamente, seleção dos touros pelo exame andrológico. As fazendas que já utilizarem recursos básicos de manejo, tais como: estação de monta, desmama aos seis a sete meses de idade, carga animal ajustada conforme o tipo de pastagem, seleção e descarte anual de animais, principalmente improdutivos e velhos (> que doze anos), além do exame andrológico anual dos touros, podem adotar a proporção de 1:40 de imediato. Para as demais regiões brasileiras que utilizam pastagens cultivas e carga animal ajustada recomenda-se a relação touro:vaca de 1:50, podendo chegar até 1:100 em rebanhos altamente tecnificados e/ou que tenham assistência técnica especializada e estação de monta igual ou superior a quatro meses.

Convém lembrar que existe diferença significativa entre os tipos de acasalamentos, sendo o acasalamento múltiplo (mais de um macho no rebanho) superior ao individual (apenas um macho no rebanho). Essas informações são particularmente importantes para as regiões de manejo extensivo, onde se utilizam grandes áreas com mais de um touro. Estudos realizados nos EUA evidenciaram que a detecção de cio foi igualmente boa quando utilizaram proporções de 1:25, 1:44 e 1:60, informando que o número de touros por invernada/piquete não afetou o número de detecções em cio. Nos acasalamentos individuais, o número de novilhas marcadas pelo touro com buçal aumentou conforme a oferta de cios e, nos acasalamentos múltiplos, o número de períodos de cio marcado mostrou estar relacionado com o número de fêmeas sexualmente ativas.

No Pantanal, observou-se que quando o acasalamento era individual, o touro montava mais freqüentemente nos períodos de temperatura mais agradável (manhã ou tardinha), enquanto que no acasalamento múltiplo, devido a concorrência entre reprodutores, a monta ocorria em qualquer horário do dia. Para a bovinocultura extensiva recomenda-se o sistema múltiplo de acasalamento.

Considerando as atuais exportações de carne brasileira para o mercado externo torna-se inadmissível que o produtor não dê a devida importância na seleção, manejo e aquisição de touros. Estes animais são fundamentais na difusão do melhoramento genético e melhoria da qualidade do rebanho. Atualmente, dispomos de um bom mercado nacional de touros, onde as empresas colocam a disposição do mercado animais testados geneticamente, garantindo-se assim o futuro das criações. Se adotarmos as tecnologia disponíveis no mercado é possível mudarmos a cara do nosso rebanho nacional a médio e longo prazos ganhando com isso mais produtividade e competência no mercado tão disputado. Essa dica torna-se ainda mais importante agora que nos tornamos o maior exportador de carne bovina ultrapassando a Austrália no ranking das exportações. Para nos mantermos nesta posição teremos que investir mais em tecnologia e conquistar novos mercados.


José Robson Bezerra Sereno (sereno@cpap.embrapa.br), é pesquisador da Embrapa Pantanal (Corumbá-MS), PhD em Medicina Veterinária, trabalhando nas áreas de Reprodução e Melhoramento Animal.

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