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Adriano Garcia
MTb 10252-MG

 

Energia eólica é fonte de renda para pecuarista
 
 
Publicado em 18/06/2010

Elevadas a cem metros de altura, turbinas que transformam vento em eletricidade estão se multiplicando no Sul e no Nordeste. Hoje, o País produz cerca 700 MW em parques eólicos (menos de 1% do total de energia gerada), mas esse volume deve ser quadruplicado até 2012, segundo a Abeeólica (Associação Brasileira de Energia Eólica).

Dois fatores são fundamentais para a expansão do setor: os leilões de compra de energia do governo federal, que dão garantia de rentabilidade aos projetos, e a oferta de crédito oficial que cobre até 70% do investimento realizado.

No último leilão em dezembro, o governo autorizou a compra de 1.808 MW. Segundo o presidente da Abeeólica, Ricardo Simões, a tendência é que essa marca seja ultrapassada em agosto, quando ocorre o próximo pregão para compra de energia de fontes alternativas.

Para o próximo leilão, há 399 projetos de geração eólica cadastrados. Juntos, eles totalizam 10.500 MW - praticamente o mesmo potencial de geração da hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, alvo de contestação de ambientalistas por seus impactos no Alto Xingu. Para Simões, o mercado trabalha com a compra de 2.000 MW no próximo leilão deste tipo de energia.

Produtores lucram alugando terras

No Brasil, os parques eólicos são instalados em áreas rurais arrendadas porque os bancos financiadores não liberam dinheiro para a compra de terra.

A instalação das turbinas não elimina a plantação de grãos ou de pastagens nas fazendas e acaba representando uma remuneração extra para os produtores.

Os contratos de arrendamento por 20 ou 25 anos preveem o pagamento de valores entre 0,5% e 1,5% da receita obtida com a venda de energia ao dono da terra, de acordo com a Abeeólica (Associação Brasileira de Energia Eólica).

Doze dos 75 aerogeradores do Parque Eólico de Osório (80 km de Porto Alegre) giram na propriedade de José Artur Raupp, 49.

Em média, Raupp recebe R$ 1.000 por mês para cada gerador. O pagamento é efetuado a cada quatro meses.

Na fazenda de 1.500 hectares, Raupp planta arroz e cria 2.600 cabeças de gado de corte. O fazendeiro reinveste, na própria produção, a receita da energia eólica, cerca de R$ 150 mil por ano.

Raupp aplicou o dinheiro na seleção genética do rebanho da raça europeia angus e comprou fertilizantes para a pastagem. Com informações do Diário do Nordeste e da Folha.com.

"A primeira vez que ouvi falar em energia eólica foi quando vieram aqui com a proposta de arrendamento. É uma receita extra, não dá para viver disso, mas ajuda a investir", disse Raupp. Com informações do Diário do Nordeste e da Folha.com.

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