Cotações Mapas Notícias em seu e-mail
Precisa vender? Mais de 6.000 visitantes diariamente esperam pelo seu produto aqui no Pecuaria.com.br. Clique aqui e veja como e facil anunciar!
Arroba do Boi - R$ (À vista)
SP MS MG
189,00 173,00 187,00
GO MT RJ
178,00 175,00 173,00
Reposição - SP - R$
Bezerro 12m 1750,00
Garrote 18m 2100,00
Boi Magro 30m 2550,00
Bezerra 12m 1350,00
Novilha 18m 1600,00
Vaca Boiadeira 1840,00

Atualizado em: 24/1/2020 10:20

Cotações da Arroba: SP-Noroeste, MS-Três Lagoas, MG - Triângulo, GO - Região Sul, MT - Rondonópolis, RJ-Campos
Clique aqui e veja cotações anteriores

 

 

 

 


 
Receba, diariamente, em seu
e-mail nosso boletim com os assuntos que mais interessam
ao profissional do setor.

Clique aqui e inscreva-se gratuitamente.


Adriano Garcia
MTb 10252-MG

 

Índios e caminhoneiros contra nova ferrovia

 
 
 
Publicado em 23/08/2019

Índios kayapós, caminhoneiros e políticos locais do Pará partiram para a judicialização com um objetivo comum: barrar o projeto da Ferrogrão, ferrovia que conectaria a região norte do Mato Grosso ao porto de Miritituba (PA). Eles brigam na Justiça para que a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) faça audiências públicas em comunidades que seriam afetadas pelo projeto.

Os processos deverão atrasar o cronograma do governo federal para viabilizar a construção da linha férrea, que previa a publicação do edital até setembro deste ano. As reivindicações vão além do pedido por audiências públicas, já que alguns grupos são contrários à construção da ferrovia.

Se sair do papel, o projeto será um corredor para escoamento da produção agrícola do Mato Grosso, mas competiria com ao menos mais três rotas: a BR-163, a malha ferroviária paulista e a Fico (Ferrovia de Integração do Centro-Oeste).

No caso da malha paulista, a concessionária Rumo prevê fazer investimentos nos trilhos da rota que liga hoje Rondonópolis (MT) a Santos como uma das contrapartidas da renovação antecipada de sua concessão. Já a construção da Fico entre Campinorte (GO) a Água Boa (MT) seria feita pela Vale.

A rodovia BR-163, já existente, é uma das principais rotas do agronegócio, a despeito de ter trechos não asfaltados que em momentos de chuva trazem riscos de atolamento aos caminhoneiros.

Para viabilizar a Ferrogrão, o governo federal resolveu conceder a rodovia em um modelo de pista simples e por um período de dez anos.

A iniciativa, porém, é mal recebida por comunidades locais no Pará. Caminhoneiros veem a ideia da Ferrogrão como uma ameaça à sua principal atividade econômica.

Já as comunidades indígenas do Xingu enxergam riscos ambientais e reclamam que não têm sido ouvidas pelo governo sobre o projeto.

O líder indígena kayapó Kokoró Mẽkrãnõtire, diretor financeiro do Instituto Kabu, que reúne nove tribos do Pará, é um dos que resistem ao projeto.

"O governo nunca falou com os kayapós, só fez consultas na cidade grande, longe das aldeias. Tem que conversar com as lideranças de cada aldeia, não na cidade."

O instituto é uma das entidades que move ações judiciais contra o avanço do projeto sem a aprovação dos índios. Mẽkrãnõtire diz ainda não ter opinião formada sobre o tema, mas afirma temer que a linha férrea "aumente a pressão de madeireiros e fazendeiros sobre os índios."

Mẽkrãnõtire afirma que os pleitos dos indígenas são diferentes do dos caminhoneiros, mas advogados que atuam nos casos que questionam o projeto mantém comunicação frequente, segundo pessoas familiarizadas com a situação.

Wilson Rodrigues, caminhoneiro e presidente do Sindicam (Sindicato dos Caminhoneiros Autônomos) de Sorriso (MT), se diz contrário ao projeto.

"A Ferrogrão só vai beneficiar os grandes produtores e as multinacionais. Nós, caminhoneiros, ficaremos com o prejuízo. Tudo o que gira em torno da rodovia hoje vai acabar: mercados, farmácias, borracharias", diz.

Segundo ele, a ANTT realizou audiências em cidades como Belém, mas não em comunidades por onde a ferrovia passará. "Eles não vieram para Sorriso, Itaituba ou Miritibuba (PA) ou outros lugares em que as pessoas estão sendo atingidas."

O presidente da Câmara de Itautuba (PA), Manoel Rodrigues da Silva (PSDB) afirma que a maioria dos 15 vereadores da cidade é a favor da Ferrogrão, mas contra a falta de diálogo com a ANTT.

"Não sabemos por onde a ferrovia vai passar, o que vai ser afetado por ela e o que o nosso município vai ter de retorno com a construção".

A Câmara ingressou na ação pela audiência pública junto à Associação Comunitária São Francisco de Assis.

Procurada, a ANTT disse que "tentou realizar uma sessão presencial em Itaituba (PA)" em dezembro de 2017, mas que "os indígenas impediram a entrada dos participantes e o evento teve que ser cancelado."

Mẽkrãnõtire, contudo, afirma que as manifestações de indígenas podem ter sido mal interpretadas pelo governo. "Tem aldeia com movimentos grandes [de resistência], mas queremos ser ouvidos. Nunca um representante do governo se manifestou para falar com as lideranças."

A agência reguladora afirma que vai realizar nova sessão presencial "ainda no mês de agosto", mas não confirmou a data.

"Tendo em vista a hostilidade que a agência foi recebida naquela ocasião, estamos enfrentando dificuldades para encontrar local para realizar o evento. Dependemos de apoio das instituições de segurança pública para salvaguardar a integridade física dos servidores da ANTT, o patrimônio público e as instalações físicas do local a ser contratado."

Para o advogado Silvio Martinho, que representa , "de fato houve manifestação dos índios, mas a ANTT cancelou uma audiência também em Novo Progresso, mesmo sem protestos da comunidade local".

O projeto da Ferrogrão também é visto com ceticismo por grandes investidores nacionais ouvidos pela reportagem. Para eles, os riscos ambientais e políticos são altos e o investimento de R$ 16,6 bilhões projetado pelo governo subestima os custos para entregar a malha.

O conceito da ferrovia faz sentido, segundo o diretor de um fundo de investimento. A concorrência com outros projetos de custo menor, como a Malha Paulista ou mesmo a Fico, porém, reduz a atratividade do projeto.

Além disso, diz ele, nem mesmo grandes companhias agrícolas e produtores rurais, os principais apoiadores do projeto, têm se disposto a participar do financiamento ou mesmo da construção.

Os estudos de viabilidade existentes até o momento, segundo um advogado que assessora grandes grupos em projetos de infraestrutura e um diretor de grupo logístico, são insuficientes. Há a possibilidade de que o risco do projeto esteja subestimado, segundo eles, o que mina o interesse de investidores.

Além disso, as condições geológicas da região amazônica não são bem conhecidas, o que aumenta o grau de incerteza, argumentam eles.

Usar como base a área que hoje ocupa a BR-1636, como sugere o estudo de viabilidade, traria custos adicionais, segundo um executivo familiarizado com o projeto. Isso porque os terrenos pelos quais passa a estrada possuem inclinações que não são consideradas no projeto e que precisariam ser atenuadas para viabilizar a ferrovia.

O prazo para a conclusão da obra, de acordo com o executivo, superaria no melhor dos casos os 10 anos, o que adicionaria riscos políticos com as eventuais trocas de governo e de políticas públicas na área do meio ambiente.

A ANTT afirma que os estudos que embasam foram feitos pela EDLP (Estação da Luz Participações) e foram analisados pela estatal EPL (Empresa de Planejamento e Logística), que dá suporte técnico à modelagem de concessões ao ministério da Infraestrutura. Com informações do Diário de Cuiabá.
 

  Compartilhe Compartilhe esta matéria    Imprimir

 


   Leia também:
 
[24/01/2020] - Arroba: frigoríficos seguraram as compras
[24/01/2020] - Atacado da carne segue corrigindo preços
[24/01/2020] - Brasil tem a maior criação de empregos desde 2013
[24/01/2020] - Minerva levanta mais de R$ 1 bilhão na Bolsa
[24/01/2020] - Milho: alta de 28,3%
[24/01/2020] - Agro responde por 77% das exportações do PR

Regras para a publicação de comentários


   Notícias Anteriores
 
[23/01/2020] - Queda do boi não tem relação com a China
[23/01/2020] - BRF nega renegociação com a China
[23/01/2020] - Vender à China é coisa pra frigorífico grande?
[23/01/2020] - A China pode levar para onde o valor do boi?
[23/01/2020] - Arroba: mercado parado em São Paulo
[23/01/2020] - Pecuaristas protestam contra preço do boi em RO
[23/01/2020] - Frigoríficos do PR querem travar venda de bois
[23/01/2020] - Inflação desacelera com queda no preço da carne
[23/01/2020] - Milho: exportações perderam ritmo
[22/01/2020] - Frigoríficos estão mesmo tendo prejuízo na China?
[22/01/2020] - Frigoríficos perdem valor com impasse chinês
[22/01/2020] - Carne bovina cai também no Brasil
[22/01/2020] - Arroba: impasse no mercado do boi gordo
[22/01/2020] - Pecuaristas estão cautelosos na reposição
[22/01/2020] - Milho segue com preço firme
[22/01/2020] - CNI protesta contra reajuste da Tabela de Frete
[22/01/2020] - Justiça condena dez da Operação Carne Fraca
[21/01/2020] - China quer renegociar até carne já embarcada
[21/01/2020] - Exportações perderam ritmo mas seguem fortes
[21/01/2020] - Frigoríficos querem forçar baixa do boi
[21/01/2020] - Pecuaristas travam vendas com arroba menor
[21/01/2020] - Queda da carne não é generalizada
[21/01/2020] - PIB do Agro cresceu 1,15% até outubro
[20/01/2020] - Arroba: preços continuarão caindo?
[20/01/2020] - SC bate recorde na exportação de carne
[20/01/2020] - Vai faltar leite em 2020?
[20/01/2020] - Farelo de soja está mais caro
[20/01/2020] - Novos adidos agrícolas tomam posse
[20/01/2020] - Anvisa decide que abamectina continuará à venda
[20/01/2020] - MS deve criar fundo privado para sanidade
[20/01/2020] - Tabela de frete será julgada em fevereiro?
[17/01/2020] - O acordo EUA-China prejudica a carne brasileira?
[17/01/2020] - China: produção de carne suína tem queda histórica
[17/01/2020] - Bois e carne viram foco de bandidos
[17/01/2020] - Carne volta a cair com força no atacado
[17/01/2020] - Arroba volta a cair: pressão de baixa continua
[17/01/2020] - Controladores do Minerva venderão ações
[17/01/2020] - Minerva quer voltar a distribuir lucro
[17/01/2020] - Saída do BNDES da JBS vai atrasar novamente
[17/01/2020] - Nova tabela de frete: alta de 11 a 15%
[16/01/2020] - Arroba: frigoríficos estão pagando preços iguais?
[16/01/2020] - A alta do boi em 2019 foi realmente forte?
[16/01/2020] - Agro respondeu por 43% das exportações do Brasil
[16/01/2020] - Pecuarista investiu apesar da crise
[16/01/2020] - Inflação medida pelo IGP mostra desaceleração
[16/01/2020] - Leite: preço deve subir no curto prazo
[16/01/2020] - Minerva fará oferta de ações
[15/01/2020] - Arroba volta a cair com pressão dos frigoríficos
[15/01/2020] - Preço da carne bovina tem queda forte em MT
[15/01/2020] - China pressiona frigoríficos por preços menores

     Clique aqui para ver o índice geral de noticias


 

 

 

Adicione seu site Comprar e vender Atendimento ao anunciante Mais buscados

Venda para a pecuária brasileira através da Internet!
Clique aqui e veja como anunciar no Pecuária.com.br