Cotações Mapas Notícias em seu e-mail
Precisa vender? Mais de 6.000 visitantes diariamente esperam pelo seu produto aqui no Pecuaria.com.br. Clique aqui e veja como e facil anunciar!
Arroba do Boi - R$ (À vista)
SP MS MG
247,00 242,00 245,00
GO MT RJ
235,00 230,00 237,00
Reposição - SP - R$
Bezerro 12m 2180,00
Garrote 18m 2430,00
Boi Magro 30m 3010,00
Bezerra 12m 1860,00
Novilha 18m 2330,00
Vaca Boiadeira 2440,00

Atualizado em: 21/9/2020 09:40

Cotações da Arroba: SP-Noroeste, MS-Três Lagoas, MG - Triângulo, GO - Região Sul, MT - Rondonópolis, RJ-Campos
Clique aqui e veja cotações anteriores

 

 

 

 


 
Receba, diariamente, em seu
e-mail nosso boletim com os assuntos que mais interessam
ao profissional do setor.

Clique aqui e inscreva-se gratuitamente.


Adriano Garcia
MTb 10252-MG

 

ARTIGO - O preço dos alimentos

 
 
 
Publicado em 22/03/2011

Sen. Kátia Abreu
Presidente da CNA

O preço dos alimentos está em alta em todos os mercados há alguns meses. Em consequência, a agricultura começa a entrar na agenda política. Essa súbita atenção deve ser bem apreciada por todos, uma vez que produtores rurais, salvo em épocas de crise, são quase sempre negligenciados pelos governos. A experiência, contudo, recomenda precaução. A crise não é boa conselheira, mas campo propício a medidas improvisadas, que buscam aplausos, mas não produzem soluções.

Antes de qualquer coisa, devemos indagar por que os preços estão subindo. Se quisermos respostas precisas, temos de ignorar os suspeitos habituais. É o caso dos mercados futuros de produtos agrícolas. A exemplo dos mordomos de filmes policiais, eles podem até parecer, mas não são os culpados. Por uma razão elementar: com exceção de períodos curtos, as cotações ali não se descolam dos fundamentos que regem a oferta e a demanda dos produtos.

Mercados futuros, na verdade, ajudam a dar transparência ao processo de formação dos preços. Outro suspeito são as ocorrências climáticas, em especial secas e inundações. O papel desses fatores é real, mas grãos e carnes são produzidos hoje em tantas latitudes diferentes que essas ocorrências influem de forma bem mais limitada.
A elevação do custo da comida afeta a todos e temos de lidar com o problema de forma objetiva. Nesse sentido, o primeiro passo é reconhecer sua causa. Os preços estão subindo em virtude da elevação da demanda nas regiões pobres do mundo, em especial na Ásia, onde centenas de milhões de pessoas estão saindo da miséria e comendo mais, comendo melhor.

A solução então é produzir mais grãos, mais carnes e mais frutas. Afinal, seria desumano, para dizer o mínimo, desejar que os pobres comam menos. Controle de preços, formação de estoques e outras modalidades de intervenção de governos na atividade privada não funcionam. E a história mostra que a agricultura e o agricultor só precisam de liberdade para acomodar preços de forma a remunerar o produtor, sem punir o consumidor.

Os últimos governos compreenderam a questão e não cederam às tentações intervencionistas. No entanto, leis anteriores à revolução agrícola dos anos 1970 continuam sendo obstáculos à expansão da produção rural. É o caso do Código Florestal, que veio à luz na década de 1960, quando o Brasil tinha agricultura incapaz de abastecer até o pequeno mercado doméstico de então.

Se não incomodavam a agricultura estagnada e sem futuro de antes, alguns aspectos dessa legislação são nocivos aos interesses do país hoje. E sem nenhuma vantagem para a natureza. O fato é que o Código Florestal precisa ser revisto e atualizado. Do contrário, ficará seriamente comprometida a capacidade da nossa agropecuária de responder aos aumentos da demanda interna de alimentos. Não será possível, tampouco, atender as novas demandas do mundo emergente.

As mudanças pelas quais lutam os produtores não se destinam a aumentar o desmatamento. Eles querem apenas que as áreas de produção, abertas com grande sacrifício e elevados custos, quando a legislação permitia, sejam reconhecidas e regularizadas, e não criminalizadas com efeito retroativo.

A esterilização dessas áreas é um retrocesso que só pode interessar aos países que concorrem conosco no mercado mundial e estão em desvantagem. Afinal, somos o segundo maior exportador de alimentos do mundo e um dos únicos em condição de aumentar a produção preservando o ambiente.

O Brasil hoje é outro. Em 1960, éramos 70 milhões de brasileiros, importávamos comida e tínhamos 200 milhões de hectares na produção de alimentos. Agora, ocupamos 230 milhões de hectares, somos 191 milhões e temos uma agropecuária moderna, que assimilou tecnologias, gera empregos, distribui renda e produz com eficiência, e de forma sustentável, comida de qualidade para o mercado interno e o mundo.

* Artigo originalmente publicado pelo jornal "Folha de S. Paulo" em 19 de março de 2011

  Compartilhe Compartilhe esta matéria    Imprimir

 


   Leia também:
 
[21/09/2020] - Agro registra superávit comercial recorde em 2020
[21/09/2020] - Bolsonaro: Agro evitou colapso do Brasil
[21/09/2020] - Arroba do boi chega a R$ 250 no Pará
[21/09/2020] - Arroba do boi sobe no Norte e no Centro-Oeste
[21/09/2020] - Milho: compradores saem do mercado
[21/09/2020] - Governo crê em lobby contra acordo UE-Mercosul
[21/09/2020] - Peste suína: mais seis casos na Alemanha
[21/09/2020] - Sementes não-solicitadas são entregues no RS
[21/09/2020] - OPINIÃO: Desmatamento é conto do vigário

Regras para a publicação de comentários


   Notícias Anteriores
 
[18/09/2020] - Produção da Pecuária poderá bater os R$ 200 bi
[18/09/2020] - DISPARADA: bezerro já subiu quase 70%
[18/09/2020] - Arroba: mercado firme por falta de boi
[18/09/2020] - Comissão Europeia tenta aprovar acordo UE-Mercosul
[18/09/2020] - Bolsonaro: Brasil preserva e sofre ataques
[18/09/2020] - IGP-M dispara 4,5% na segunda prévia de setembro
[18/09/2020] - Produtor recebe sementes não-solicitadas
[17/09/2020] - Preço do boi tem espaço para subir ainda mais?
[17/09/2020] - Arroba: ágio do boi China está cada vez menor
[17/09/2020] - Cepea: boi segue nas máximas históricas
[17/09/2020] - Minerva pode distribuir dividendo milionário
[17/09/2020] - Tereza: produtor sabe que preservar é importante
[17/09/2020] - Mourão: pressão européia tem fundo comercial
[16/09/2020] - Frigoríficos sofrem pressão nas vendas à China
[16/09/2020] - Arroba: frigoríficos reduzem ágio pelo boi China
[16/09/2020] - Bezerro vai continuar valorizado, prevê analista
[16/09/2020] - Frigoríficos preocupados com ameaça européia
[16/09/2020] - Minerva: banco diz que negócio não é tão bom
[16/09/2020] - Minerva prevê crescimento no exterior após negócio
[16/09/2020] - Empresa da Minerva pode ir à bolsa dos EUA
[16/09/2020] - Exportações de milho seguem firmes
[16/09/2020] - FGV diz que PIB teve forte recuperação em julho
[16/09/2020] - Entidade alerta contra sementes recebidas da China
[15/09/2020] - Minerva recebe oferta para venda parte de empresa
[15/09/2020] - JBS vai resgatar dívida de 2024
[15/09/2020] - Exportações mantém ritmo forte em setembro
[15/09/2020] - Arroba: ágio para boi China chega a R$ 5
[15/09/2020] - Arroba: boi subiu no Norte e no Centro-Oeste
[15/09/2020] - Boi teve forte alta em Mato Grosso
[15/09/2020] - Leite: preço ao produtor disparou em agosto
[15/09/2020] - Leite: importação de lácteos bate recorde do ano
[15/09/2020] - Rebanho bovino de Mato Grosso cresceu em 2020
[15/09/2020] - China: suspensões por Covid serão temporárias
[15/09/2020] - China volta a usar reserva estatal de carne
[15/09/2020] - MAPA prevê recorde para a produção do Agro
[14/09/2020] - Disponibilidade de carne aumentará no Brasil?
[14/09/2020] - Arroba: frigoríficos estão pagando mais por fêmeas
[14/09/2020] - JBS é acusada de não proteger empregados nos EUA
[14/09/2020] - Milho: compradores recuam e preços perdem força
[14/09/2020] - Brasil suspende importação de carne suína alemã
[14/09/2020] - Polícia recupera gado furtado em Mato Grosso
[14/09/2020] - Indicador do PIB cresce, abaixo do esperado
[11/09/2020] - Exportações de carne bovina: alta de 12% em 2020
[11/09/2020] - Arroba: alta continua com força em todo o País
[11/09/2020] - Carne bovina segue em alta no atacado
[11/09/2020] - Fundo saudita injeta R$ 400 mi no Minerva
[11/09/2020] - Peste suína chega à Alemanha e ameaça exportações
[10/09/2020] - Abates caíram e estão no menor nível desde 2011
[10/09/2020] - Arroba: boi China já passa de R$ 250
[10/09/2020] - Indicador CEPEA renova máximas nominais

     Clique aqui para ver o índice geral de noticias


 

 

 

Adicione seu site Comprar e vender Atendimento ao anunciante Mais buscados

Venda para a pecuária brasileira através da Internet!
Clique aqui e veja como anunciar no Pecuária.com.br