Cotações Mapas Notícias em seu e-mail
Precisa vender? Mais de 6.000 visitantes diariamente esperam pelo seu produto aqui no Pecuaria.com.br. Clique aqui e veja como e facil anunciar!
Arroba do Boi - R$ (À vista)
SP MS MG
197,00 176,00 189,00
GO MT RJ
181,00 181,00 181,00
Reposição - SP - R$
Bezerro 12m 1870,00
Garrote 18m 2100,00
Boi Magro 30m 2700,00
Bezerra 12m 1270,00
Novilha 18m 1580,00
Vaca Boiadeira 1860,00

Atualizado em: 3/4/2020 10:14

Cotações da Arroba: SP-Noroeste, MS-Três Lagoas, MG - Triângulo, GO - Região Sul, MT - Rondonópolis, RJ-Campos
Clique aqui e veja cotações anteriores

 

 

 

 


 
Receba, diariamente, em seu
e-mail nosso boletim com os assuntos que mais interessam
ao profissional do setor.

Clique aqui e inscreva-se gratuitamente.


Adriano Garcia
MTb 10252-MG

 

ARTIGO - A insensatez dos índices de produtividade

 
 
 
Publicado em 28/09/2009

O produtor rural é o responsável por abastecer com alimento barato a mesa dos cidadãos brasileiros e levar nossos produtos (alimentos, fibras, energia) a mais de 150 países, esforço que já garantiu à nação aproximadamente US$ 200 bilhões em reservas cambiais.

Além de sustentar as exportações, o produtor é o protagonista do agronegócio (que é um só, seja ele familiar ou empresarial), setor que impulsiona o PIB e multiplica empregos. Se a agricultura vai bem, a indústria produz e o comércio limpa a prateleira. Caso contrário...

Para cumprir essa missão, o produtor sente a cada dia o aumento dos custos e o achatamento de margens. Para manter-se competitivo e produzir com sustentabilidade, ele tem que incessantemente investir em tecnologia, gestão, certificação relacionada à segurança, qualidade e respeito socioambiental de produtos e processos a fim de atender às exigências dos mercados doméstico e internacional. Tudo isso custa -e muito.

Entretanto, ao propor reajustar os índices de produtividade da agropecuária, o governo parece ignorar essa realidade e pega de surpresa um dos setores mais eficientes da economia.

Já pressionado pela ausência de uma política agrícola consistente, que carece urgentemente de um maciço seguro rural, e por arrastados investimentos em infraestrutura logística, o setor rural é, agora, mais uma vez golpeado diante da ameaça de revisão dos índices, medida que não dá chance de defesa ao produtor.

Com esse gesto, o governo deu um claro exemplo de que, em alguns assuntos, ainda vive do passado.

Primeiro, porque fez o anúncio logo após manifestações do MST, o que não nos faz pensar outra coisa: o governo pautou seu trabalho por um grupo que nem sequer existe juridicamente, para não arcar com possíveis processos, e que se camufla de social, sendo, na verdade, de atividade política anarquista.

Segundo, ao levar adiante a questão, o governo ainda encampa a ideia de que a agropecuária usa terra como reserva de valor. Em um mundo globalizado, em que o agronegócio brasileiro é um dos líderes, quem for perdulário não está tendo uma atitude egoísta, está sendo burro.

Como inteligentemente disse o ex-ministro Roberto Rodrigues, o mercado desapropria quem é improdutivo. Não é preciso uma lei.

O índice tinha razão de ser em décadas passadas, quando o Brasil tinha moeda fraca e vivia o pesadelo da inflação. Naquela época, tinha-se a terra como poupança, patrimônio, muitas vezes sem usá-la. A realidade mudou.

A Constituição Federal define que a propriedade rural deve alcançar determinada eficiência na produção para evitar a desapropriação, ou seja, cumprir a chamada função social da terra (artigo 186). Porém, veda expressamente a desapropriação de propriedades produtivas para fins de reforma agrária (artigo 185).

A existência de indicadores de produção para agropecuária é uma insensatez. Comércio, indústria e serviços não têm índices, baseados em lei, a cumprir. Nesses casos, o livre mercado trata de regular produção e produtividade, atrelando o desempenho à conjuntura de preços e custos.

O produtor rural é influenciado pelo cenário econômico. Um frigorífico ou uma usina de açúcar e álcool que, eventualmente, são obrigados a reduzir a atividade se tornam uma porta fechada para o produtor. Mesmo assim, ele terá que continuar produzindo só para atender a um indicador de produtividade, correndo o risco de não ter para quem vender e, assim, amargar prejuízo? Situação complicadíssima que vem ocorrendo em razão do recuo de demanda e preços por causa da crise internacional.

No Brasil, ainda se tem a concepção romântica de que um pedaço de terra resolve o problema. A terra é um pequeno componente da produção. Sozinha, não serve para nada.

Eficiente, o agronegócio gera emprego e renda, produz comida segura e barata, impulsiona as exportações, garantindo bilhões de dólares em reservas cambiais, num processo contínuo de transferência de benefícios socioeconômicos à sociedade brasileira. É esse resultado que o governo quer dilapidar?

Somos contra o conceito dos índices de produtividade. Obrigar uma empresa, no caso, uma fazenda, a produzir sem as adequadas condições econômicas leva à falência, com a destruição da estrutura produtiva e dos empregos.

Será que uma reforma agrária distributivista é a única forma que o governo imagina para o acesso à terra? Para as cidades, temos programas de financiamento, como o "Minha Casa, Minha Vida". Por que não tentar algo similar para o campo?

O debate sobre o tema deve ser feito sem viés ideológico.

*CESÁRIO RAMALHO DA SILVA, 65, é presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB).

  Compartilhe Compartilhe esta matéria    Imprimir

 


   Leia também:
 
[03/04/2020] - Arroba: frigoríficos acham boi e seguram compras
[03/04/2020] - O boi vai cair mesmo em abril?
[03/04/2020] - Exportações de carne bovina bateram recorde
[03/04/2020] - JBS anuncia a contratação de 3 mil funcionários
[03/04/2020] - Milho passa de R$ 60 a saca
[03/04/2020] - China importa suínos por avião
[03/04/2020] - Bolsonaro pode determinar volta ao trabalho

Regras para a publicação de comentários


   Notícias Anteriores
 
[02/04/2020] - Exportações de carne cresceram com força em março
[02/04/2020] - Alta do boi vai continuar?
[02/04/2020] - Mercado do boi está instável
[02/04/2020] - Custo de produção do leite continua subindo
[02/04/2020] - MAPA diz que abastecimento está tranquilo
[02/04/2020] - Bolsonaro quer reunião para retorno às atividades
[02/04/2020] - Dólar perde força após atuação do BC
[02/04/2020] - MP corta contribuição de produtores ao Senar
[01/04/2020] - Governo estuda pacote bilionário para o agro
[01/04/2020] - Arroba: compras da China trazem firmeza ao mercado
[01/04/2020] - Abates tiveram forte queda em março
[01/04/2020] - Boi magro dispara no Paraná
[01/04/2020] - Supermercados e indústrias travam guerra por preço
[01/04/2020] - Leite: MAPA muda normas para beneficiar pequenos
[01/04/2020] - MAPA vai monitorar abastecimento no País
[01/04/2020] - Aftosa: parte de MT interromperá vacinação
[01/04/2020] - Governo argentino quer intervir no preço da carne
[31/03/2020] - Brasil faz a maior exportação de bois da história
[31/03/2020] - Arroba: preço do boi está subindo
[31/03/2020] - Já tem frigorífico pagando R$ 205 pela arroba
[31/03/2020] - A demanda da China vai puxar o preço do boi?
[31/03/2020] - China: habilitação de novas unidades travou
[31/03/2020] - A quarentena afetou o preço da carne bovina?
[31/03/2020] - Leite: preço ao produtor subiu
[31/03/2020] - Supermercados se queixam de forte alta do leite
[31/03/2020] - Consumo de queijo desaba com coronavírus
[31/03/2020] - Milho sobe quase 4% em Mato Grosso
[31/03/2020] - Dólar volta a bater os R$ 5,20
[31/03/2020] - Como prevenir o coronavirus em propriedades rurais
[31/03/2020] - PGR pede liberação das estradas
[30/03/2020] - Exportações à China voltaram a ganhar força
[30/03/2020] - Arroba: pressão dos frigoríficos não funcionou
[30/03/2020] - Carne: consumidor muda e mercado tenta se adaptar
[30/03/2020] - Milho: vendedores esperam que preços subam mais
[30/03/2020] - Atacado puxa para cima índice de inflação
[30/03/2020] - Dólar abre a semana em alta
[30/03/2020] - MS não adiará vacinação contra a aftosa
[27/03/2020] - China voltou a comprar e frigoríficos sobem oferta
[27/03/2020] - Arroba volta ao patamar de R$ 200
[27/03/2020] - Mercado de reposição segue travado
[27/03/2020] - Polpa cítrica subiu com força no último ano
[27/03/2020] - MAPA define serviços essenciais para o setor
[27/03/2020] - MAPA pede apoio para garantir abastecimento
[27/03/2020] - Abrafrigo: mercado não aguenta mais 10 dias
[27/03/2020] - Cidade fecha comércio mesmo sem casos do vírus
[27/03/2020] - Funai anula demarcação de terras no Paraná
[27/03/2020] - MAPA adia prazo para comprovar vacinação
[26/03/2020] - Arroba: frigoríficos já pagam até R$ 6 a mais
[26/03/2020] - Preço da carne não cedeu no atacado
[26/03/2020] - JBS: compras da China voltaram com força

     Clique aqui para ver o índice geral de noticias


 

 

 

Adicione seu site Comprar e vender Atendimento ao anunciante Mais buscados

Venda para a pecuária brasileira através da Internet!
Clique aqui e veja como anunciar no Pecuária.com.br