Cotações Mapas Notícias em seu e-mail
Precisa vender? Mais de 6.000 visitantes diariamente esperam pelo seu produto aqui no Pecuaria.com.br. Clique aqui e veja como e facil anunciar!
Arroba do Boi - R$ (À vista)
SP MS MG
197,00 176,00 189,00
GO MT RJ
181,00 181,00 181,00
Reposição - SP - R$
Bezerro 12m 1870,00
Garrote 18m 2100,00
Boi Magro 30m 2700,00
Bezerra 12m 1270,00
Novilha 18m 1580,00
Vaca Boiadeira 1860,00

Atualizado em: 3/4/2020 10:14

Cotações da Arroba: SP-Noroeste, MS-Três Lagoas, MG - Triângulo, GO - Região Sul, MT - Rondonópolis, RJ-Campos
Clique aqui e veja cotações anteriores

 

 

 

 


 
Receba, diariamente, em seu
e-mail nosso boletim com os assuntos que mais interessam
ao profissional do setor.

Clique aqui e inscreva-se gratuitamente.


Adriano Garcia
MTb 10252-MG

 

Rebanho desgarrado

 
 
 
Publicado em 13/04/2006

Xico Graziano (*)

Reforma agrária, todos sabem, serve para transformar trabalhador em produtor rural. O beneficiário, antes um pobre sem-terra, vira um progressista com-terra. Ganha cidadania. Certo?

Mais ou menos. No deformado processo da reforma agrária brasileira, mesmo depois de ocupar seu quinhão o caboclo continua tratado como sem-terra. Seu status não muda. Continua vivendo mal.

Onde reside o problema? Na emancipação dos projetos de assentamento rural. Ou melhor, em sua inexistência. Existem hoje, no mínimo, 500 mil famílias assentadas produzindo com precário vínculo à terra que receberam. No máximo, ostentam uma licença de ocupação, fornecida pelo Incra.

A situação é gravíssima e vem de longe. Desde a redemocratização, em 1985, com o governo Sarney, assentamentos rurais são instalados sem planejamento. Antes disso, na época militar, projetos considerados de colonização se espalharam, distribuindo terra sem nunca titular ninguém. Fora as exceções, cerca de 5% dos casos.

Resultado: forma-se no país uma espécie de quase-funcionários públicos, milhões de pessoas que, assentadas alhures, depende da benesse pública para viver. Nos projetos de reforma agrária, tudo cabe ao Incra executar: a ponte que roda na chuvarada, a escola das crianças, a água encanada. Fora as questões, essenciais, da produção rural. Resultado: o cordão umbilical dos sem-terra, ao governo, mantém-se indefinidamente.

Projeto de lei apresentado recentemente na Câmara dos Deputados (PL 6820/06) procura dar um freio de arrumação nesse arrastado processo da reforma agrária. Estabelece um prazo de 5 anos para que o governo, ao iniciar o assentamento rural, realize os investimentos necessários para sua consolidação. Na seqüência, obriga-se a emitir o título de posse dos novos agricultores.

A proposta é simples. Segue a linha da responsabilidade fiscal e social da gestão pública. Obras inacabadas consomem o Tesouro e facilitam o desvio do dinheiro público. Exigindo prazo, fixa metas para o planejamento. Quer fazer reforma agrária, faça, mas termine o investimento. Senão, vira uma rosca sem-fim.

Dificilmente a idéia vai prosperar rápida no Congresso. O próprio governo se oporá à limitação estabelecida. Sabem por quê? Porque o MST é radicalmente contrário à medida, opondo-se à titulação dos beneficiários da reforma agrária. É incrível.

Mas verdade. O MST prefere que o pobre-coitado continue um sem-terra. Comendo na sua mão. Quer dividir a terra, mas manter seu mando autoritário sobre os novos produtores rurais. Uma razão meio messiânica, ou fascista.

Malgrado as verbas que manipulam em convênios com o Incra e, por tabela, o acesso privilegiado aos financiamentos via Banco do Brasil, que irrigam o MST, a boiada vai se desgarrando. Os novos agricultores querem progredir, e exigem liberdade. O tema é recorrente. Velhos comunistas alertavam, lá atrás, que a reforma agrária, ao transformar o camponês em proprietário, incutia nele a mentalidade capitalista. Trata-se de uma verdade histórica.

Atento, o MST vai, aos poucos, alterando sua estratégia de atuação. Recentemente, organizou o MPA-Movimento dos Pequenos Agricultores que, segundo seu boletim divulgativo, luta em defesa de 8 (sic) milhões de famílias camponesas “massacradas pelas multinacionais e pelo agronegócio”. Busca assim, manter seu controle sobre os assentamentos rurais, mesmo trombando na política com a Contag, a poderosa central sindical no campo, que sempre representou os camponeses.

Já faz tempo que nas passeatas, marchas e demais manifestações do MST, o grosso da fileira se compõe de produtores assentados. O Zé Rainha é o maior exemplo. Desde 1995 ele detém um lote no Pontal do Paranapanema, em São Paulo. Embora beneficiado pela reforma agrária, portanto um com-terra, continua líder dos sem-terra. Só no Brasil mesmo!

A nova face do MST, arvorando-se representante dos pequenos agricultores, desgraçadamente carrega uma forte visão paternalista e perdulária. Basta acessar o site do MST e conhecer a pauta de reivindicações do MPA. É coisa simplesmente escandalosa.

Propõe o enquadramento das famílias camponesas como “segurados especiais” da Previdência; defende a aposentadoria das mulheres aos 55 anos, com 1 salário-mínimo e, aos 70 anos, com 2,5 salários. Exige que o governo controle os preços agrícolas, tabele os insumos, compre a produção e controle o comércio através de “uma grande empresa pública de exportações agrícolas”, proibindo as multinacionais de atuarem no mercado. Dá para entender?

É pouco. Querem também um crédito de R$ 100 mil por família, para “investimentos globais” na propriedade rural, com 4 anos de carência e 20 anos para pagar, juros fixos de 2% ao ano e, para quem fizer tudo direitinho, rebate de 50% nas parcelas a vencer. A previsão orçamentária, para 5 anos, somaria R$ 800 bilhões. Fácil.

É desanimador: o MST, ao querer agora dominar os com-terra, apresenta uma agenda velha, semelhante a pior demanda dos aproveitadores de sempre que, no campo ou na cidade, só pensam em mamar nas tetas do Estado. Pela direita ou na esquerda, agride a modernidade.

Pior, trata-se de uma agenda velhaca, construída para vender ilusões. Uma cantilena, rezada sobre a pobreza no campo, que promete o paraíso, ainda na terra. Esse populismo de esquerda, cultivado pelo MST, objetiva criar submissão, a mais desgraçada das misérias humanas. É lamentável.

(*) XICO GRAZIANO é diretor da AgroBrasil (artigo publicado terça-feira, 11 de abril, em coluna nos jornais O Estado de S. Paulo, O Globo e O Tempo, de MG) 

  Compartilhe Compartilhe esta matéria    Imprimir

 


   Leia também:
 
[03/04/2020] - Arroba: frigoríficos acham boi e seguram compras
[03/04/2020] - O boi vai cair mesmo em abril?
[03/04/2020] - Exportações de carne bovina bateram recorde
[03/04/2020] - JBS anuncia a contratação de 3 mil funcionários
[03/04/2020] - Milho passa de R$ 60 a saca
[03/04/2020] - China importa suínos por avião
[03/04/2020] - Bolsonaro pode determinar volta ao trabalho

Regras para a publicação de comentários


   Notícias Anteriores
 
[02/04/2020] - Exportações de carne cresceram com força em março
[02/04/2020] - Alta do boi vai continuar?
[02/04/2020] - Mercado do boi está instável
[02/04/2020] - Custo de produção do leite continua subindo
[02/04/2020] - MAPA diz que abastecimento está tranquilo
[02/04/2020] - Bolsonaro quer reunião para retorno às atividades
[02/04/2020] - Dólar perde força após atuação do BC
[02/04/2020] - MP corta contribuição de produtores ao Senar
[01/04/2020] - Governo estuda pacote bilionário para o agro
[01/04/2020] - Arroba: compras da China trazem firmeza ao mercado
[01/04/2020] - Abates tiveram forte queda em março
[01/04/2020] - Boi magro dispara no Paraná
[01/04/2020] - Supermercados e indústrias travam guerra por preço
[01/04/2020] - Leite: MAPA muda normas para beneficiar pequenos
[01/04/2020] - MAPA vai monitorar abastecimento no País
[01/04/2020] - Aftosa: parte de MT interromperá vacinação
[01/04/2020] - Governo argentino quer intervir no preço da carne
[31/03/2020] - Brasil faz a maior exportação de bois da história
[31/03/2020] - Arroba: preço do boi está subindo
[31/03/2020] - Já tem frigorífico pagando R$ 205 pela arroba
[31/03/2020] - A demanda da China vai puxar o preço do boi?
[31/03/2020] - China: habilitação de novas unidades travou
[31/03/2020] - A quarentena afetou o preço da carne bovina?
[31/03/2020] - Leite: preço ao produtor subiu
[31/03/2020] - Supermercados se queixam de forte alta do leite
[31/03/2020] - Consumo de queijo desaba com coronavírus
[31/03/2020] - Milho sobe quase 4% em Mato Grosso
[31/03/2020] - Dólar volta a bater os R$ 5,20
[31/03/2020] - Como prevenir o coronavirus em propriedades rurais
[31/03/2020] - PGR pede liberação das estradas
[30/03/2020] - Exportações à China voltaram a ganhar força
[30/03/2020] - Arroba: pressão dos frigoríficos não funcionou
[30/03/2020] - Carne: consumidor muda e mercado tenta se adaptar
[30/03/2020] - Milho: vendedores esperam que preços subam mais
[30/03/2020] - Atacado puxa para cima índice de inflação
[30/03/2020] - Dólar abre a semana em alta
[30/03/2020] - MS não adiará vacinação contra a aftosa
[27/03/2020] - China voltou a comprar e frigoríficos sobem oferta
[27/03/2020] - Arroba volta ao patamar de R$ 200
[27/03/2020] - Mercado de reposição segue travado
[27/03/2020] - Polpa cítrica subiu com força no último ano
[27/03/2020] - MAPA define serviços essenciais para o setor
[27/03/2020] - MAPA pede apoio para garantir abastecimento
[27/03/2020] - Abrafrigo: mercado não aguenta mais 10 dias
[27/03/2020] - Cidade fecha comércio mesmo sem casos do vírus
[27/03/2020] - Funai anula demarcação de terras no Paraná
[27/03/2020] - MAPA adia prazo para comprovar vacinação
[26/03/2020] - Arroba: frigoríficos já pagam até R$ 6 a mais
[26/03/2020] - Preço da carne não cedeu no atacado
[26/03/2020] - JBS: compras da China voltaram com força

     Clique aqui para ver o índice geral de noticias


 

 

 

Adicione seu site Comprar e vender Atendimento ao anunciante Mais buscados

Venda para a pecuária brasileira através da Internet!
Clique aqui e veja como anunciar no Pecuária.com.br