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Arroba do Boi - R$ (À vista)
SP MS MG
311,00 292,00 289,00
GO MT RJ
292,00 289,00 294,00
Reposição - SP - R$
Bezerro 12m 2600,00
Garrote 18m 3060,00
Boi Magro 30m 3800,00
Bezerra 12m 2100,00
Novilha 18m 2480,00
Vaca Boiadeira 2820,00

Atualizado em: 4/7/2022 10:26

Cotações da Arroba: SP-Noroeste, MS-Três Lagoas, MG - Triângulo, GO - Região Sul, MT - Rondonópolis, RJ-Campos
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Adriano Garcia
MTb 10252-MG

 

Frigoríficos usam China para derrubar preço do boi

 
 
 
Publicado em 02/05/2022

A volta da China às compras rendeu ao Brasil exportações recorde de carne bovina no primeiro trimestre deste ano, com embarques totais de 545,7 mil toneladas, ou quase US$ 3 bilhões. Mas o fim do embargo de três meses imposto por Pequim (de setembro a dezembro de 2021), devido à identificação de dois casos atípicos do mal da vaca louca em Minas Gerais e Mato Grosso, não devolveu tranquilidade à cadeia produtiva.

A política de “covid zero” na China deflagrou uma onda de suspensões temporárias às exportações de frigoríficos brasileiros. Ao menos seis plantas já foram bloqueadas desde março. Algumas delas estratégicas, como a unidade da JBS em Mozarlândia (GO), no Vale do Araguaia, uma das principais do país.

O movimento deve ter pouco impacto sobre o volume a ser exportado pelo Brasil, mas afetou o preço da arroba do boi gordo nas regiões das unidades suspensas e atrapalhou os planos de pecuaristas. Na região de Mozarlândia, a arroba do boi caiu cerca de R$ 40 em pouco mais de um mês, de R$ 320 para perto de R$ 280. A planta local da JBS é uma das maiores da América Latina, com capacidade de abate de até 80 animais por hora. A empresa não comentou os motivos da decisão chinesa.

Em Mozarlândia, produtores e intermediários especulam a possibilidade de uma “paralisação programada” para a troca de máquinas e adaptação do frigorífico para abate de até 2,2 mil animais por dia. Em Brasília, uma fonte assegurou que o bloqueio, que inicialmente era de uma semana e passou a não ter prazo determinado, foi imposto devido à detecção de ácido nucleico do novo coronavírus em embalagens de carne congelada exportada.

Os pecuaristas perderam dinheiro. O “boi-China”, animal com menos de 30 meses de idade para atender às exigências dos asiáticos, precisou ser negociado ou solto no pasto. “Alguns venderam o suficiente para cumprir a folha de pagamento e honrar despesas, e outros tentam negociar fora. A saída do pecuarista, principalmente do invernista, é pouca”, disse o presidente do Sindicato Rural de Mozarlândia, Belchior Machado. “Se está com animal pronto, normalmente perde”, afirmou.

A expectativa é que o retorno dos abates e das vendas à China derrube ainda mais o preço pago pelo boi gordo, pelo aumento da oferta na região de confluência entre Goiás, Mato Grosso e Tocantins. “O frigorífico é dominador do preço. Ainda vai chegar a situação mais crítica, vai forçar mais baixa”, disse Machado.

Em São Miguel do Araguaia (PA), o Masterboi foi surpreendido com a suspensão das vendas para a China por razões “totalmente desconhecidas”. Sem notificação oficial dos chineses ou de Brasília, a empresa informou que “segue um rigoroso protocolo sanitário contra covid-19 e já concluiu todo ciclo vacinal em suas unidades no Brasil”. Na unidade suspensa pelos chineses, o último caso de covid-19 foi em janeiro.

A surpresa desagradável pode pesar sobre as contas dos frigoríficos de menor porte, já que a habilitação para a China é um diferencial das plantas, ainda mais em épocas de consumo doméstico enfraquecido. “Isso é um baque tremendo, já que existe uma diferença abissal entre quem tem China e quem não tem. É quase uma situação de vida ou morte”, afirmou uma fonte do setor.

Sem a habilitação, as contas entram no vermelho e o planejamento é afetado. “Os contratos para China são de volumes significativos, cotados em dólar, e acabam puxando o preço do boi. Com a suspensão, os animais vão ter que ser redirecionados. Como podem ter custo maior, a rentabilidade não é a mesma”.

Além dessas plantas, a Administração-Geral das Alfândegas da China (GACC) também interrompeu por uma semana, a princípio, outra da JBS em Barra do Garças (MT), os frigoríficos da Marfrig em Várzea Grande (MT) e Promissão (SP) e o abatedouro da Naturafrig em Pirapozinho (SP). Os chineses pediram à diplomacia brasileira informações e para que as empresas investiguem a causa do problema e o corrijam.

Outras três plantas de abate de aves foram impedidas de exportar para a China este ano, duas em janeiro e uma em março: a da São Salvador em Itaberaí (GO), a da Bello Alimentos em Itaquiraí (MS) e a da BRF em Lucas do Rio Verde (MT). A planta da BRF de Marau (RS) também foi suspensa, em dezembro de 2021.

Promessa não cumprida

O Ministério da Agricultura tem recebido os comunicados sobre a suspensão dos frigoríficos por detecção de vestígios do coronavírus e precisa enviar relatórios aos chineses para informar quais ações as empresas têm adotado para evitar novas contaminações. Com isso, a retomada automática das atividades, prevista para ocorrer em sete dias, nem sempre acontece. Com informações do Valor.

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