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Atualizado em: 23/11/2020 10:10

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Adriano Garcia
MTb 10252-MG

 

Frigol reforça do caixa para enfrentar o mercado

 
 
 
Publicado em 28/10/2020

À frente do Frigol desde fevereiro, Marcos Câmara prepara uma ampla reorganização da estrutura de capital da companhia. Quarto maior frigorífico brasileiro, a empresa busca juros menores e mais condizentes com a melhora do perfil de risco do grupo, que deixou a recuperação judicial há um ano.

Principal executivo da metalúrgica Paranapanema até agosto do ano passado, Câmara nunca havia trabalhado na indústria frigorífica, mas já conhecia bem o agronegócio. No passado, trabalhou na tesouraria da Louis Dreyfus e na diretoria financeira da Eldorado Celulose, o que lhe confere uma pegada financeira para executar a estratégia do Frigol.

Com quatro abatedouros de bovinos e um de suínos, a empresa vem crescendo expressivamente desde o segundo semestre do ano passado, quando a China habilitou seu frigorífico em Água Azul do Norte, no Pará, para exportação. O acesso ao mercado chinês, fundamental para garantir margens positivas em meio à disparada do preço do boi gordo, também acaba exigindo mais capital de giro. Nas exportações, o ciclo de conversão de caixa é mais demorado.

Graças à China, a receita líquida do Frigol aumentou 23% em 2019, para R$ 1,85 bilhão, e o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) praticamente dobrou, chegando a R$ 120 milhões. Com os ventos favoráveis – a demanda do país asiático fez o preço internacional da carne disparar -, a margem Ebitda aumentou de 4,5% para 6,8%. Nesse cenário, o lucro líquido do frigorífico saltou de somente R$ 1,1 milhão em 2018 para mais de R$ 36 milhões.

Mas a expansão do Frigol, que projeta um faturamento de R$ 2,5 bilhões neste ano, vem ocorrendo em meio a taxas de juros salgadas, afirmou Câmara ao Valor. Embora o índice de alavancagem (relação entre a dívida líquida e o Ebitda) seja baixo, de 1,25 vez, os juros estão fora do que o executivo deseja. Atualmente, a companhia chega a pagar de 12% a 16% por ano para antecipar recebíveis com Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs). “Isso não faz sentido para um negócio de margem de um dígito como o de frigoríficos”, disse o executivo.

E é para mudar esse cenário que Câmara quer reforçar a estrutura de capital. Uma das medidas mais importantes, que deve ser concluída até o fim do ano, é um aumento de capital. A operação será feita pelos sócios do Frigol com a integralização das duas unidades paraenses no balanço. As plantas de São Félix do Xingu e Água Azul do Norte pertencem a uma outra empresa dos sócios da companhia. Para operá-las, o Frigol arrenda os dois abatedouros.

Com o aporte dos frigoríficos como ativos da empresa, os aluguéis deixarão de ser pagos – em um primeiro momento – e o patrimônio líquido será reforçado, o que poderá ajudar o Frigol a melhorar a nota de crédito junto aos bancos, de acordo com Câmara. Emissões de dívidas, por meio de debêntures ou Certificados de Recebíveis do Agronegócios (CRA) também estão no radar da companhia. Por ora, a abertura de capital não está nos planos, destacou ele.

Em 2021, uma segunda etapa da estratégia deve ser colocada em prática. A intenção de Câmara é realizar uma operação de venda e arrendamento (“sale and leaseback”), com opção de recompra, de um dos dois frigoríficos paraenses. Os recursos da venda permitirão ao Frigol reforçar o capital de giro para sustentar o rápido crescimento das exportações de carne bovina.

Neste ano, a exportação responde por 45% do faturamento do Frigol. A valorização do dólar, é claro, contribui para o movimento, mas o avanço das vendas – sobretudo para à China – é o que vem catapultando os embarques para o exterior. De acordo com Câmara, o Frigol tem potencial para obter 60% do faturamento na exportação. Se o abatedouro de São Félix do Xingu for autorizado a exportar à China – há um pedido de habilitação em análise -, a proporção pode ficar ainda maior, o que vai demandar mais capital de giro.

Apesar da maior necessidade de recursos para rodar a operação, a exportação é o que garante que o Frigol fique no azul neste ano. A disparada do boi gordo – a cotação aumentou mais de 60% em um ano -, só é atenuada pela alta do dólar, que engorda a margem de contribuição das vendas externas. “Se eu fosse refém do mercado interno, a margem seria muito achatada”, afirmou Câmara, admitindo que, na comparação com o ano passado, a margem de lucro da companhia será menor, embora ainda positiva.

Salvação da lavoura, a exportação para a China não ocorreu sem emoção. No início deste ano, o Frigol foi um dos frigoríficos brasileiros que sofreram com pedidos de renegociação e cancelamentos de contratos dos importadores chineses. O episódio, que alarmou a indústria brasileira, provocou alterações na dinâmica comercial. A empresa passou a exigir adiantamentos de 40% a 50% do valor da carga. No fim do ano passado, em meio à euforia do setor com a excepcional demanda chinesa, muitos frigoríficos se descuidaram e despacharam a carne sem receber um centavo adiantado, o que se provou um risco excessivo. Agora, a situação está controlada, garantiu Câmara. Com informações do Valor.

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