Cotações Mapas Notícias em seu e-mail
Precisa vender? Mais de 6.000 visitantes diariamente esperam pelo seu produto aqui no Pecuaria.com.br. Clique aqui e veja como e facil anunciar!
Arroba do Boi - R$ (À vista)
SP MS MG
300,00 291,00 296,00
GO MT RJ
285,00 294,00 292,00
Reposição - SP - R$
Bezerro 12m 2940,00
Garrote 18m 3360,00
Boi Magro 30m 3970,00
Bezerra 12m 2610,00
Novilha 18m 3010,00
Vaca Boiadeira 3220,00

Atualizado em: 10/5/2021 11:42

Cotações da Arroba: SP-Noroeste, MS-Três Lagoas, MG - Triângulo, GO - Região Sul, MT - Rondonópolis, RJ-Campos
Clique aqui e veja cotações anteriores

 

 

 

 


 
Receba, diariamente, em seu
e-mail nosso boletim com os assuntos que mais interessam
ao profissional do setor.

Clique aqui e inscreva-se gratuitamente.


Adriano Garcia
MTb 10252-MG

 

Campo aguarda retorno ao Estado de Direito

 
 
 
Publicado em 13/09/2007
Leôncio de Souza Brito Filho*

As civilizações evoluem com maior ou menor velocidade, podendo retroceder ou saltar mais degraus na sua existência quando consolidam a condição humana, assegurando seus direitos fundamentais pela normatização constitucional. A sociedade brasileira recebeu forte sinalização no rumo do Estado de Direito com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de acolher a denúncia do Ministério Público contra 40 acusados de envolvimento com o escândalo do mensalão. Esta evidente opção pela legalidade gerou uma expectativa no setor de que a lei também passe a ser respeitada no campo brasileiro.

Afinal, o produtor rural vive acossado pelas invasões de terras promovidas por movimentos ditos sociais sem contar com o apoio do poder público para fazer frente ao total desrespeito ao direito de propriedade, cláusula pétrea da Constituição Federal. Em alguns Estados, as ações de reintegração de posse sequer são cumpridas. Dados da Ouvidoria Agrária do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) mostram que, entre 2000 e 2006, ocorreram 1.526 invasões em todo o País. O respeito à lei passou ao largo destes conflitos, jogando a atividade rural num cenário de instabilidade jurídica.

Aliás, o desrespeito à lei e legislar por Decreto foram os instrumentos adotados pelo Executivo para ampliar as ações de desapropriação de terras para além dos tradicionais assentamentos para reforma agrária, que hoje já somam 72 milhões de hectares. A demarcação de terras indígenas segue padrão expansionista, arbitrado apenas pela Fundação Nacional do Índio (Funai), que adota critérios próprios para a identificação de etnias e a localização das terras. O artigo 231 da Constituição reconhece os direitos dos índios sobre as terras que tradicionalmente ocupam. Mas como os produtores rurais podem se defender das ações da Funai, que desapropria áreas que não atendem a estas características? Na realidade, por lei, muitas destas terras não poderiam ser reivindicadas e expropriadas pelo Governo.

Vale lembrar voto do ministro Décio Miranda (MS 20.215) ao comentar os prejuízos que ações como estas podem causar. Segundo ele, o “mau uso da utilização das benesses facultada pelo artigo 198 da Constituição Federal desestabiliza toda a base de sustentação em que se fundamenta a sociedade brasileira – respeito à vida, à liberdade, à segurança e à propriedade ...” Mais adiante ele adverte que “o problema é tão alarmante que a segurança dos títulos dominiais, princípio que norteia a estabilidade social, mormente quando expedidos pelo poder público (...) torna nulas face às malsinadas e constantes ampliações de reservas”. Tudo isso por arte de um simples decreto que, segundo o ministro, enquadra a área por mera propositura da Funai.

Ora, se a lei for respeitada, nenhuma terra indígena poderá ser demarcada antes de audiências dos Estados e dos proprietários. Não se concebe uma homologação de demarcação se houver conflito de interesse sem acordo. No entanto, os recursos dos produtores às decisões da Funai são julgados pela própria Funai. Nesse quadro de arbítrio, os decretos do poder Executivo são a grande solução para decisões tomadas à revelia dos preceitos democráticos inerentes ao Estado de Direito. Com base nestes procedimentos, já foram destinados 109 milhões de hectares a terras indígenas no País.

Nova reforma agrária se estabelece, agora, por meio do Decreto nº 4.887/03 que pretende regulamentar o Art. 68, das Disposições Transitórias da Constituição Federal, destinando aos quilombolas as terras que estejam ocupando. Ora, mais uma vez, impõe-se regras processuais para identificação, medição e demarcação de terras por meio de um decreto marcado pela inconstitucionalidade. A Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) ajuizada pelo Partido Democratas - tendo como parceiros a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e o Estado de Santa Catarina - mostra que apenas uma lei, discutida e aprovada pelo Congresso Nacional, poderia estabelecer esses critérios a serem observados pelos órgãos aos quais foi destinada a competência de aplicá-los. Aponta, também, a inconstitucionalidade de alguns dispositivos do Decreto, como a auto-definição, os critérios para a delimitação de áreas e a conseqüente desapropriação.

“Admitir como válidas essas regras é reconhecer à Administração o poder de ofender direitos de particulares (...)”, argumenta o jurista Ilmar Galvão. E fecha com o conceito basilar, definido por Celso Antônio Bandeira de Melo, que “a razão mesma do Estado de Direito é a defesa do indivíduo contra o Poder Público”. Mas é com base nesta legislação impregnada por vícios de origem que o Governo pretende titular 25 milhões de hectares como terras de quilombolas. Para fazer frente a este processo marcado pela ilegalidade, a CNA propõe ao Executivo revogar ou sustar a aplicação do Decreto nº 4.887/2003 e regulamentar o artigo 68 das Disposições Transitórias da Constituição mediante lei a ser apreciada no Congresso.

O cenário é controverso e ilegalidade virou sinônimo das ações públicas destinadas à área rural. Os produtores, por meio de suas entidades representativas, vêm alertando sobre os prejuízos econômicos e sociais desta política agrária sustentada pelo arbítrio, cujas soluções, salvo exceções, se estabelecem à revelia das leis brasileiras. Assim, mais do que uma pretensão, o que se espera é que o comportamento do STF inicie uma virada à favor da legalidade e do Estado de Direito no campo.

* Leôncio de Souza Brito Filho é presidente das Comissões Nacionais de Assuntos Fundiários e de Assuntos Indígenas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

  Compartilhe Compartilhe esta matéria    Imprimir

 


   Leia também:
 
[10/05/2021] - Arroba: boi parou de cair
[10/05/2021] - Arroba: frigoríficos seguraram compras em SP
[10/05/2021] - Quando o boi volta a subir?
[10/05/2021] - Milho: safrinha pode ser 7% menor
[10/05/2021] - Milho: saca já bate os R$ 110
[10/05/2021] - Preço da terra dispara 50% no Paraná
[10/05/2021] - CNA: retirar vacinação abrirá novos mercados

Regras para a publicação de comentários


   Notícias Anteriores
 
[07/05/2021] - Arroba: volume de negócios está fraco
[07/05/2021] - Quanto está valendo o boi em São Paulo?
[07/05/2021] - China: importações de carne próximas a recorde
[07/05/2021] - Arábia Saudita embarga frigoríficos brasileiros
[07/05/2021] - O que está por trás do embargo saudita?
[07/05/2021] - Câmara aprova cota para leite nacional na merenda
[07/05/2021] - Polícia faz operação contra roubo de gado em MS
[07/05/2021] - Bolsonaro vai a manifestação de produtores rurais
[06/05/2021] - Queda do boi não vai durar muito
[06/05/2021] - Arroba: frigoríficos pagam menos em SP
[06/05/2021] - Leite: produtor recebeu mais, mas riscos continuam
[06/05/2021] - Custo de produção do leite segue nas alturas
[06/05/2021] - Qual a previsão para o preço do milho?
[06/05/2021] - Governo esgota orçamento para crédito subsidiado
[06/05/2021] - Crédito rural cresceu 12% em um ano
[06/05/2021] - Bolsonaro deve mandar Força Nacional a Rondônia
[06/05/2021] - Tereza pede aprovação rápida da regularização
[05/05/2021] - Arroba: pressão continua
[05/05/2021] - Arroba: frigoríficos compram pouco
[05/05/2021] - Frigoríficos: unidades em férias já voltaram
[05/05/2021] - Lácteos têm pequena alta, mas cenário preocupa
[05/05/2021] - Lucro do Minerva cai com alta do boi
[05/05/2021] - Inseminação pode crescer 25% em 2021
[05/05/2021] - Europeus não querem regularização no Brasil
[05/05/2021] - Regularização fundiária não favorece a grilagem
[04/05/2021] - Frigoríficos seguram as compras
[04/05/2021] - Preço do boi tem pequena queda em Goiás
[04/05/2021] - Arroba: boi não cai em Mato Grosso
[04/05/2021] - Safra de milho deverá ser menor que o esperado
[04/05/2021] - Preço do milho pode subir ainda mais
[03/05/2021] - Exportações de carnes: o melhor abril da história
[03/05/2021] - Bolsonaro defende direito de propriedade
[03/05/2021] - Arroba: frigoríficos já escalados para esta semana
[03/05/2021] - Confinadores tentam reduzir custos
[03/05/2021] - Milho: produtores continuam segurando vendas
[03/05/2021] - Deputado quer criar mais despesa para pecuarista
[03/05/2021] - Criminosos simulam compra e roubam gado
[03/05/2021] - Governo prorroga dívidas de produtores rurais
[30/04/2021] - Força Nacional vai atuar contra grupo armado em RO
[30/04/2021] - Agro: maior geração de empregos desde 2007
[30/04/2021] - Arroba: pressão aumenta mas pecuarista resiste
[30/04/2021] - Leite: preço reage e volta a subir
[30/04/2021] - Milho: governo anuncia medidas para ampliar oferta
[30/04/2021] - Milho: já tem gente querendo R$ 110 pela saca
[30/04/2021] - Vacinação contra aftosa começa amanhã
[29/04/2021] - Queda do boi não deve durar muito
[29/04/2021] - Scot: oferta aumentou, mas boi segue a R$ 312
[29/04/2021] - Alta do boi não compensa valorização do milho
[29/04/2021] - Custo da recria e engorda disparou em MT
[29/04/2021] - Pressão de ambientalistas atrasa regularização

     Clique aqui para ver o índice geral de noticias


 

 

 

Adicione seu site Comprar e vender Atendimento ao anunciante Mais buscados

Venda para a pecuária brasileira através da Internet!
Clique aqui e veja como anunciar no Pecuária.com.br