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Arroba do Boi - R$ (À vista)
SP MS MG
311,00 301,00 302,00
GO MT RJ
301,00 304,00 292,00
Reposição - SP - R$
Bezerro 12m 2850,00
Garrote 18m 3190,00
Boi Magro 30m 3920,00
Bezerra 12m 2380,00
Novilha 18m 2800,00
Vaca Boiadeira 3030,00

Atualizado em: 24/6/2021 10:36

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Adriano Garcia
MTb 10252-MG

 

Incremento de pastagem na planície pantaneira

 
 
 
Publicado em 17/01/2007

Sandra Mara Araújo Crispim,
Urbano Gomes Pinto de Abreu,
Luiz Alberto Pellegrin,
Sandra Aparecida Santos

O Pantanal é uma planície sedimentar com predominância de campos inundáveis, que tem como principal atividade econômica a criação extensiva de bovinos de corte. Até 30 anos atrás, a alimentação dos bovinos era totalmente sustentada pelas forrageiras nativas. Entretanto, um dos principais fatores limitantes da pecuária, não só a pantaneira, mas nos trópicos, de um modo em geral, é a baixa qualidade e disponibilidade das pastagens nativas. Nessas últimas décadas, os fazendeiros do Pantanal fizeram diversas tentativas para introdução de espécies de gramíneas exóticas, com a finalidade de aumentar a oferta alimentar, em épocas críticas de seca e cheia, especialmente para algumas categorias animais (touros após a estação de monta, bezerros desmamados, novilhas de reposição e de primeira cria), que requerem pastagens com maior disponibilidade e melhor qualidade nutricional.

Nesta busca, foram várias as tentativas de adaptação de espécies exóticas na região, culminando com as espécies do gênero Brachiaria, que melhor se adaptaram aos solos arenosos e pobres da região, sendo as espécies B. humidicola, B. decumbens e B. brizanta, citadas na seqüência as mais cultivadas atualmente. Com base nas pesquisas realizadas pela equipe multidisciplinar da Embrapa Pantanal, pode-se afirmar que as espécies B. decumbens e B. humidicola, estão bem adaptadas às condições do Pantanal, especialmente a B. humidicola, capaz de resistir por um período de até quatro meses em solos com alto grau de encharcamento.

Por ser o Pantanal considerado Reserva da Biosfera e Patrimônio da Humanidade, um dos grandes desafios é a conservação aliada com o aumento da produtividade. Um dos principais questionamentos sobre essa região, refere-se a quantidade de hectares que já foi desmatado para cultivo das braquiárias. De uns tempos para cá, estão predominando as substituições de áreas de campo-cerrado com gramíneas grosseiras, como capim-carona, capim-vermelho e capim-fura-bucho, por espécies de braquiárias. No entanto, não há dados quantificados da evolução do desmatamento e da substituição de pastagens realizados nas últimas décadas. Neste sentido, uma equipe da Embrapa Pantanal, juntamente com o Centro de Pesquisa do Pantanal (CPP), vem trabalhando para elucidar essa questão. Este trabalho está sendo realizado através de levantamento dos últimos 10 anos, de 1994 a 2004, das autorizações emitidas pelos órgãos de licenciamento ambiental, Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e Instituto de Meio Ambiente Pantanal (IMAP), órgão vinculado a Secretaria de Meio Ambiente do Mato Grosso do Sul (SEMA). Até novembro de 1993, os dois órgãos poderiam emitir essa autorização (licenciamento); atualmente somente o IMAP tem essa atribuição. Veja os números apresentados abaixo: número de fazendas que requereram a solicitação (1); total de hectares dessas fazendas (2); total de hectares autorizados para desmatamento e/ou substituição de gramíneas (3); incremento em percentual para cada ano (4).

Anos:

1994 – 14 (1), 147.189,51(2), 4,078,00(3), 2,77 (4);
1995 – 9 (1), 297.823,58 (2), 16.871,00 (3), 5,66 (4);
1996 – 11 (1), 147.807,71 (2), 6.162,00 (3), 4,47 (4);
1997 – 10 (1), 106.610,56 (2), 4.049,00 (3), 3,80 (4);
1998 – 28 (1), 167.981,54 (2), 10.781,00 (3), 5,61 (4);
1999 – 25 (1), 162.679,00 (2), 8.341,00 (3), 5,13 (4); e
2000 – 18 (1), 119.228,73 (2), 10.405,00 (3), 8,73 (4).

Observa-se que está havendo um incremento de áreas com pastagem cultivada. Desta forma, atualmente devemos atentar para três prerrogativas: a) que o uso de pastagem cultivada está fortemente alicerçado no manejo e uso eficiente dessa pastagem; b) que os pecuaristas deverão utilizar as pastagens cultivadas e como alternativa para algumas categorias animais e nunca como substitutas das pastagens nativas, c) para que o desenvolvimento desse bioma esteja aliado à conservação ambiental, o Pantanal deve ser merecedor de uma legislação específica.


Sandra Mara Araújo Crispim ([email protected]), M.Sc em Zootecnia, Urbano Gomes Pinto de Abreu ([email protected]), Dr. em Zootecnia, Luiz Alberto Pellegrin ([email protected]), M.Sc em Tratamento da Informação Espacial, Sandra Aparecida Santos ([email protected]), Dra. em Produção e Nutrição Animal, são empregados da Embrapa Pantanal.

 

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