Cotações Mapas Notícias em seu e-mail
Precisa vender? Mais de 6.000 visitantes diariamente esperam pelo seu produto aqui no Pecuaria.com.br. Clique aqui e veja como e facil anunciar!
Arroba do Boi - R$ (À vista)
SP MS MG
277,00 264,00 274,00
GO MT RJ
269,00 262,00 274,00
Reposição - SP - R$
Bezerro 12m 2400,00
Garrote 18m 2940,00
Boi Magro 30m 3660,00
Bezerra 12m 2100,00
Novilha 18m 2630,00
Vaca Boiadeira 2850,00

Atualizado em: 26/11/2020 10:42

Cotações da Arroba: SP-Noroeste, MS-Três Lagoas, MG - Triângulo, GO - Região Sul, MT - Rondonópolis, RJ-Campos
Clique aqui e veja cotações anteriores

 

 

 

 


 
Receba, diariamente, em seu
e-mail nosso boletim com os assuntos que mais interessam
ao profissional do setor.

Clique aqui e inscreva-se gratuitamente.


Adriano Garcia
MTb 10252-MG

 

ARTIGO - A proteção do rebanho

 
 
 
Publicado em 26/09/2011

Editorial do jornal O Estado de S. Paulo
25/09/2011

Depois das perdas desastrosas provocadas pelo forte surto de febre aftosa ocorrido em Mato Grosso do Sul, em 2005, que colocou sob suspeita toda a exportação brasileira de carne bovina, o governo aprendeu a amarga lição. Com a confirmação há pouco de que focos de aftosa foram detectados no departamento de San Pedro, no Paraguai, a 130 km da fronteira com o Brasil, o governo federal reagiu prontamente para evitar o alastramento da doença. O Ministério da Agricultura soou o alerta, suspendendo provisoriamente a importação de carne in natura e de animais vivos do Paraguai. O mesmo fizeram os governos da Argentina e do Uruguai. O Ministério anunciou também que está aumentando o número de fiscais na área de fronteira com o Paraguai, tendo determinado a colocação de barreiras volantes na região, além de identificar as propriedades mais sujeitas a risco no território nacional. O Estado de Mato Grosso do Sul, por sua vez, proibiu o trânsito de animais de um lado para o outro da fronteira. As Forças Armadas colaborarão ativamente no trabalho de defesa sanitária.

Esses cuidados são necessários, mas não são suficientes. A aftosa é altamente transmissível e cumpre ao governo brasileiro colaborar estreitamente com o governo paraguaio. Afinal, enquanto existirem focos de doença naquele país, o rebanho brasileiro estará ameaçado. Nesse sentido, um técnico do Ministério da Agricultura já seguiu para o Paraguai, onde trabalhará em conjunto com técnicos daquele país, da Argentina, da Bolívia e do Chile. A inspeção será acompanhada pela Comissão Sul-Americana para a Luta Contra a Febre Aftosa, formada por 11 países do continente, que colocou a sua estrutura de serviços veterinários à disposição das autoridades paraguaias.

As preocupações são plenamente justificáveis. Graças a um trabalho sistemático de vacinação do gado, 12 Estados brasileiros foram reconhecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como áreas livres de aftosa. Em Estados do Norte e do Nordeste, a vacinação abrange apenas parte do rebanho, mas campanhas prosseguem, sendo a meta do governo erradicar a doença em todo o País até 2013.

Mato Grosso do Sul foi o último dos principais Estados produtores de carne bovina a ser reconhecido, em fevereiro passado, como área livre de aftosa, depois de um grande esforço de vacinação e controle por parte do governo estadual ao longo de 700 km de fronteira com o Paraguai. O Estado havia sido atingido em cheio pelo surto de febre aftosa de 2005. Para controlar o surto, foram sacrificadas 34,3 mil cabeças de gado, em 1.268 propriedades. Para a economia de alguns municípios mais afetados, isso significou um forte abalo.

O governo de Santa Catarina, por sua vez, ergueu barreiras sanitárias na divisa com o Paraná e na fronteira com a Argentina para proteger, principalmente, o seu rebanho suíno. O objetivo é preservar a sua condição de único Estado brasileiro reconhecido pela OIE como livre de aftosa sem vacinação, obtida graças a uma vigilância sanitária rigorosa e de alto padrão.

A pecuária brasileira é das mais avançadas do mundo. O controle sanitário, especialmente a prevenção da aftosa, não pode, portanto, ser relaxado. Os custos da desídia são muito altos para o Brasil. Apesar da fiscalização feita pelas Secretarias da Agricultura dos Estados, que exigem dos pecuaristas notas fiscais que atestem a compra de vacinas, às vezes elas não são aplicadas ou, quando o são, não obedecem aos prazos recomendados ou às condições de conservação ou refrigeração adequadas.

O essencial é que seja mantida a credibilidade do País como exportador de carne. Casos de aftosa em uma grande região produtora agravariam as desconfianças dos importadores quanto à sanidade da pecuária nacional, afetando diretamente as vendas externas, que já estão sujeitas a outras restrições. Apesar de estarem praticamente estagnadas, por causa, principalmente, da baixa oferta de animais para abate, as exportações brasileiras de carne são significativas, tendo alcançado US$ 2,660 bilhões de janeiro a agosto deste ano.

  Compartilhe Compartilhe esta matéria    Imprimir

 


   Leia também:
 
[26/11/2020] - Exportações podem crescer 5,5% em 2021
[26/11/2020] - Arroba: frigoríficos seguem tentando baixar o boi
[26/11/2020] - Boi está em falta. Tem como cair mais?
[26/11/2020] - Milho: preço caiu lá fora, mas não no Brasil
[26/11/2020] - Setor de máquinas tem o melhor desempenho do ano
[26/11/2020] - Sementes misteriosas contêm pragas, segundo o MAPA
[26/11/2020] - FPA: nova lei de falências é vitória para o Agro
[26/11/2020] - Brasil supera projeção e abre quase 400 mil vagas

Regras para a publicação de comentários


   Notícias Anteriores
 
[25/11/2020] - Qual a perspectiva para o boi em 2021?
[25/11/2020] - Arroba: pecuarista continua recusando oferta menor
[25/11/2020] - Alta na arroba não alivia situação do pecuarista
[25/11/2020] - Frigoríficos exportadores sob pressão
[25/11/2020] - Milho: preços futuros em queda
[25/11/2020] - Leite: preço subiu menos que o custo no RS
[25/11/2020] - Frigoríficos gaúchos cobram taxa do século passado
[25/11/2020] - IPEA prevê crescimento menor do Agro
[25/11/2020] - China ameaça Brasil por tuíte de Eduardo Bolsonaro
[24/11/2020] - Frigoríficos usam domínio para derrubar o boi
[24/11/2020] - Arroba: pecuaristas não aceitam ofertas menores
[24/11/2020] - Exportações perdem força mas recorde é provável
[24/11/2020] - Frigoríficos não conseguem alongar as escalas
[24/11/2020] - Consultoria prevê que pressão sobre o boi continua
[24/11/2020] - Seca leva produtores do RS ao desespero
[24/11/2020] - Governo vai cobrar IPVA de trator?
[23/11/2020] - Arroba: analista crê em alta do boi em dezembro
[23/11/2020] - Arroba: frigoríficos fora das compras
[23/11/2020] - Carne recua no atacado
[23/11/2020] - Milho: como está o mercado no início da semana?
[23/11/2020] - Bolsonaro: conservação ambiental com prosperidade
[23/11/2020] - Como registrar gratuitamente seu trator?
[23/11/2020] - Vândalos destroem silos com soja na Argentina
[20/11/2020] - Leite: deputados pedem travas às importações
[20/11/2020] - Arroba: frigoríficos conseguem pequena folga
[20/11/2020] - Semana foi de pressão dos frigoríficos
[20/11/2020] - Analista diz que tendência para o boi não mudou
[20/11/2020] - China continuará importando carne suína por anos
[20/11/2020] - Carne suína alemã pode ser banida por mais de ano
[19/11/2020] - SEM ALTERNATIVA, PRODUTOR DE LEITE ABATE VACAS
[19/11/2020] - Arroba: pecuarista não vende a preço menor
[19/11/2020] - CEPEA confirma queda de braço no boi
[19/11/2020] - Balança comercial do Agro bate novo recorde
[19/11/2020] - Produtores artesanais de carne têm novas regras
[18/11/2020] - Arroba: pecuaristas reagem e travam venda de bois
[18/11/2020] - China defende inspeções em embalagens de carne
[18/11/2020] - CEPEA: leite pode cair até 7% em novembro
[18/11/2020] - Leite: produtores do PR também prevêem queda forte
[18/11/2020] - Produtor de leite sofre com alta nos custos
[18/11/2020] - IGP-M sobe forte, sem sinal de alívio
[18/11/2020] - Dólar cai a R$ 5,30 com otimismo global
[18/11/2020] - Crédito rural dispara 20% no Banco do Brasil
[18/11/2020] - Gripe aviária se espalha por países europeus
[17/11/2020] - Exportações devem bater novamente o recorde
[17/11/2020] - Exportadores protestam contra acusações da China
[17/11/2020] - Argentinos crêem que acusação é para baixar preços
[17/11/2020] - CEO da Marfrig nega contaminação na carne
[17/11/2020] - Arroba: quem aceitou a manobra dos frigoríficos?
[17/11/2020] - Pecuaristas não aceitam queda de preço no boi
[17/11/2020] - Disparada dos grãos anula alta do boi

     Clique aqui para ver o índice geral de noticias


 

 

 

Adicione seu site Comprar e vender Atendimento ao anunciante Mais buscados

Venda para a pecuária brasileira através da Internet!
Clique aqui e veja como anunciar no Pecuária.com.br