Cotações Mapas Notícias em seu e-mail
Precisa vender? Mais de 6.000 visitantes diariamente esperam pelo seu produto aqui no Pecuaria.com.br. Clique aqui e veja como e facil anunciar!
Arroba do Boi - R$ (À vista)
SP MS MG
197,00 176,00 189,00
GO MT RJ
181,00 181,00 181,00
Reposição - SP - R$
Bezerro 12m 1870,00
Garrote 18m 2100,00
Boi Magro 30m 2700,00
Bezerra 12m 1270,00
Novilha 18m 1580,00
Vaca Boiadeira 1860,00

Atualizado em: 3/4/2020 10:14

Cotações da Arroba: SP-Noroeste, MS-Três Lagoas, MG - Triângulo, GO - Região Sul, MT - Rondonópolis, RJ-Campos
Clique aqui e veja cotações anteriores

 

 

 

 


 
Receba, diariamente, em seu
e-mail nosso boletim com os assuntos que mais interessam
ao profissional do setor.

Clique aqui e inscreva-se gratuitamente.


Adriano Garcia
MTb 10252-MG

 

ARTIGO - O Código Florestal e a quinta-coluna

 
 
 
Publicado em 02/06/2011

Dep. Federal Aldo Rebelo
(PC do B/SP)

Conta a lenda que ao cercar Madri durante a Guerra Civil Espanhola o general Emilio Mola Vidal, ao ser questionado sobre qual das quatro colunas que comandava entraria primeiro na cidade sitiada, respondeu: a quinta-coluna. Mola referia-se aos seus agentes, que de dentro sabotavam a resistência republicana.

Durante a Segunda Guerra Mundial a expressão tornou-se sinônimo de ações contra o esforço aliado na luta para derrotar o eixo nazifascista. A quinta-coluna disseminava boatos, procurava enfraquecer e neutralizar a vontade da resistência e desmoralizar a reação contra o inimigo.

Após a votação do Código Florestal, no último dia 24, um restaurante de Brasília acolheu os principais cabeças das ONGs internacionais para um jantar que avançou madrugada adentro. A Câmara acabara de aprovar, por 410 x 63 votos, o relatório do Código Florestal e derrotara de forma avassaladora a tentativa do grupo de pressão externo de impedir a decisão sobre a matéria. O ambiente era de consternação pela derrota, mas ali nascia a tática da quinta-coluna moderna para pressionar o Senado e o governo contra a agricultura e os agricultores brasileiros. Os agentes internacionais recorreriam à mídia estrangeira e espalhariam internamente a ideia de que o Código “anistia” desmatadores e permite novos desmatamentos.

A sucessão dos fatos ilumina o caminho trilhado pelos conspiradores de botequim. No último domingo, o 'Estado de S. Paulo' abriu uma página para reportagem assinada pelas jornalistas Afra Balazina e Andrea Vialli com a seguinte manchete: "Novo Código permite desmatar mata nativa em área equivalente ao Paraná". Não há, no próprio texto da reportagem, uma informação sequer que confirme o título da matéria.

É evidente que o projeto votado na Câmara não autoriza desmatamento algum. O que se discute é se 2 milhões de proprietários que ocupam áreas de preservação permanente (margem de rio, encostas, morros) devem ser expulsos de suas terras ou em que proporção podem continuar cultivando como fazem há séculos no Brasil, à semelhança de seus congêneres em todo mundo.

No jornal 'O Globo', texto assinado por Cleide Carvalho procura associar o desmatamento em Mato Grosso ao debate sobre o Código Florestal, e as ONGs espalham por seus contatos na mídia a existência de relação entre o assassínio de camponeses na Amazônia e a votação da lei na Câmara dos Deputados. O 'Guardian', de Londres, publica artigo de um dos chefetes do Greenpeace com ameaças ao Brasil pela votação do Código Florestal. Tratam-nos como um enclave colonial carente das lições civilizatórias do império.

As ONGs internacionais consideram toda a área ocupada pela agropecuária no Brasil passivo ambiental, que deve ser convertido em floresta. Acham razoável que milhões de agricultores sejam obrigados a arrancar lavoura e capim e plantar vegetação nativa em seu lugar, em um país que mantém mais de 60% de seu território de áreas verdes.

A “anistia” atribuída ao relatório não é explicada pelos que a denunciam, nem a explicação é cobrada pela imprensa. Apenas divulgam que estão “anistiados” os que desmataram até 2008. Quem desmatou até 2008? Os que plantaram as primeiras mudas de cana no Nordeste e em São Paulo na época das capitanias hereditárias? Os primeiros cafeicultores do Pará, Rio de Janeiro e São Paulo no século 18? Os colonos convocados pelo governo de Getulio Vargas para cultivar Mato Grosso? Os gaúchos e nordestinos levados pelos governos militares para expandir a fronteira agrícola na Amazônia? Os assentados do Incra que receberam suas terras e só tinham acesso ao título de propriedade depois do desmatamento?

É importante destacar que, pela legislação em vigor, são todos “criminosos” ambientais submetidos ao vexame das multas e autuações do Ministério Público e dos órgãos de fiscalização. Envolvidos na teia de “ilegalidade” estão quase 100% dos agricultores do país por não terem a Reserva Legal que a lei não previa ou mata ciliar que a legislação de 1965 estabelecia de cinco a 100 metros e na década de 1980 foi alterada para 30 até 500 metros.

Reconhecendo o absurdo da situação, o próprio governo, em decreto assinado pelo presidente Lula e pelo ministro Carlos Minc, suspendeu as multas em decorrência da exigência “legal”, cujo prazo expira em 11 de junho e que provavelmente será re-editado pela presidente Dilma.

O governo e o país estão sob intensa pressão da desinformação e da mentira. A agricultura e os agricultores brasileiros tornaram-se invisíveis no Palácio do Planalto. Não sei se quando incorporou à delegação da viagem à China os suinocultores brasileiros em busca de mercado no gigante asiático a presidente tinha consciência de que quase toda a produção de suínos no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná está na ilegalidade por encontrar-se em área de preservação permanente.

A Câmara dos Deputados, por grande maioria, mostrou estar atenta aos interesses da preservação ambiental e da agricultura, votando uma proposta que foi aceita por um dos lados, mas rejeitada por aqueles que desconhecem ou precisam desconhecer a realidade do campo brasileiro. O Senado tem agora grande responsabilidade, e o governo brasileiro precisa decidir se protege a agricultura do país ou se capitulará diante das pressões externas que, em nome do meio ambiente, sabotam o bem-estar do nosso povo e a economia nacional.

  Compartilhe Compartilhe esta matéria    Imprimir

 


   Leia também:
 
[03/04/2020] - Arroba: frigoríficos acham boi e seguram compras
[03/04/2020] - O boi vai cair mesmo em abril?
[03/04/2020] - Exportações de carne bovina bateram recorde
[03/04/2020] - JBS anuncia a contratação de 3 mil funcionários
[03/04/2020] - Milho passa de R$ 60 a saca
[03/04/2020] - China importa suínos por avião
[03/04/2020] - Bolsonaro pode determinar volta ao trabalho

Regras para a publicação de comentários


   Notícias Anteriores
 
[02/04/2020] - Exportações de carne cresceram com força em março
[02/04/2020] - Alta do boi vai continuar?
[02/04/2020] - Mercado do boi está instável
[02/04/2020] - Custo de produção do leite continua subindo
[02/04/2020] - MAPA diz que abastecimento está tranquilo
[02/04/2020] - Bolsonaro quer reunião para retorno às atividades
[02/04/2020] - Dólar perde força após atuação do BC
[02/04/2020] - MP corta contribuição de produtores ao Senar
[01/04/2020] - Governo estuda pacote bilionário para o agro
[01/04/2020] - Arroba: compras da China trazem firmeza ao mercado
[01/04/2020] - Abates tiveram forte queda em março
[01/04/2020] - Boi magro dispara no Paraná
[01/04/2020] - Supermercados e indústrias travam guerra por preço
[01/04/2020] - Leite: MAPA muda normas para beneficiar pequenos
[01/04/2020] - MAPA vai monitorar abastecimento no País
[01/04/2020] - Aftosa: parte de MT interromperá vacinação
[01/04/2020] - Governo argentino quer intervir no preço da carne
[31/03/2020] - Brasil faz a maior exportação de bois da história
[31/03/2020] - Arroba: preço do boi está subindo
[31/03/2020] - Já tem frigorífico pagando R$ 205 pela arroba
[31/03/2020] - A demanda da China vai puxar o preço do boi?
[31/03/2020] - China: habilitação de novas unidades travou
[31/03/2020] - A quarentena afetou o preço da carne bovina?
[31/03/2020] - Leite: preço ao produtor subiu
[31/03/2020] - Supermercados se queixam de forte alta do leite
[31/03/2020] - Consumo de queijo desaba com coronavírus
[31/03/2020] - Milho sobe quase 4% em Mato Grosso
[31/03/2020] - Dólar volta a bater os R$ 5,20
[31/03/2020] - Como prevenir o coronavirus em propriedades rurais
[31/03/2020] - PGR pede liberação das estradas
[30/03/2020] - Exportações à China voltaram a ganhar força
[30/03/2020] - Arroba: pressão dos frigoríficos não funcionou
[30/03/2020] - Carne: consumidor muda e mercado tenta se adaptar
[30/03/2020] - Milho: vendedores esperam que preços subam mais
[30/03/2020] - Atacado puxa para cima índice de inflação
[30/03/2020] - Dólar abre a semana em alta
[30/03/2020] - MS não adiará vacinação contra a aftosa
[27/03/2020] - China voltou a comprar e frigoríficos sobem oferta
[27/03/2020] - Arroba volta ao patamar de R$ 200
[27/03/2020] - Mercado de reposição segue travado
[27/03/2020] - Polpa cítrica subiu com força no último ano
[27/03/2020] - MAPA define serviços essenciais para o setor
[27/03/2020] - MAPA pede apoio para garantir abastecimento
[27/03/2020] - Abrafrigo: mercado não aguenta mais 10 dias
[27/03/2020] - Cidade fecha comércio mesmo sem casos do vírus
[27/03/2020] - Funai anula demarcação de terras no Paraná
[27/03/2020] - MAPA adia prazo para comprovar vacinação
[26/03/2020] - Arroba: frigoríficos já pagam até R$ 6 a mais
[26/03/2020] - Preço da carne não cedeu no atacado
[26/03/2020] - JBS: compras da China voltaram com força

     Clique aqui para ver o índice geral de noticias


 

 

 

Adicione seu site Comprar e vender Atendimento ao anunciante Mais buscados

Venda para a pecuária brasileira através da Internet!
Clique aqui e veja como anunciar no Pecuária.com.br