Cotações Mapas Notícias em seu e-mail
Precisa vender? Mais de 6.000 visitantes diariamente esperam pelo seu produto aqui no Pecuaria.com.br. Clique aqui e veja como e facil anunciar!
Arroba do Boi - R$ (À vista)
SP MS MG
200,00 185,00 193,00
GO MT RJ
190,00 188,00 181,00
Reposição - SP - R$
Bezerro 12m 1830,00
Garrote 18m 2170,00
Boi Magro 30m 2690,00
Bezerra 12m 1370,00
Novilha 18m 1620,00
Vaca Boiadeira 1850,00

Atualizado em: 19/2/2020 09:56

Cotações da Arroba: SP-Noroeste, MS-Três Lagoas, MG - Triângulo, GO - Região Sul, MT - Rondonópolis, RJ-Campos
Clique aqui e veja cotações anteriores

 

 

 

 


 
Receba, diariamente, em seu
e-mail nosso boletim com os assuntos que mais interessam
ao profissional do setor.

Clique aqui e inscreva-se gratuitamente.


Adriano Garcia
MTb 10252-MG

 

Justiça dos EUA manda entregar documentos da JBS

 
 
 
Publicado em 06/02/2020

A Justiça americana acatou pedido de duas ações judiciais coletivas movidas no Brasil contra a JBS, os irmãos Batista e o BNDES. Com a decisão, o banco JP Morgan Chase e ex-executivos da instituição deverão fornecer documentos e informações que serão usadas nos processos brasileiros.

O autor das ações no Brasil, Mauricio da Mota, pede na Justiça Federal que os irmãos Batista sejam condenados a ressarcir o erário por supostos prejuízos que o BNDES e o BNDESPar teriam tido com o financiamento de diferentes operações por meio das quais a JBS comprou concorrentes nos EUA e no Brasil.

O escritório Galdino & Coelho, que representa Mota, ganhou acesso a documentos e informações do banco JP Morgan Chase, que assessorou a JBS nas operações, e dos ex-executivos da instituição que participaram da estruturação dos negócios do grupo, Fábio Pegas e Patricia Pratini de Moraes, filha do ex-ministro Marcus Vinícius Pratini de Moraes, que também foi membro do conselho de administração da JBS.

"Poderemos tomar o depoimento [de Pegas e Moraes] e as partes serão obrigadas a nos entregar provas como documentos e e-mails sobre as operações. Omitir ou destruir provas é crime nos Estados Unidos", diz o advogado Gustavo Salgueiro.

As ações buscam dimensionar a participação do JP Morgan Chase na estruturação dos negócios, especialmente na fusão da JBS com a Bertin, em 2009. Também quer detalhar a criação da antiga Blessed, uma empresa com sede em Delaware (EUA), que se tornou sócia da JBS na fusão. Por anos, seus donos foram um mistério, até que ela apareceu nas declarações de imposto de renda dos irmãos Joesley e Wesley Batista.

Patricia Pratini de Moraes atuou no banco americano por quase 25 anos. Segundo Salgueiro, ela foi peça-chave na estruturação dos negócios por meio dos quais o BNDES financiou o crescimento da JBS.

O negócio com os Bertins é questionado nas ações porque teria havido o pagamento de propina de US$ 50 milhões ao ex-ministro Guido Mantega para a aprovação do financiamento da operação. O suposto pagamento foi confirmado por Joesley Batista no âmbito de sua colaboração premiada. Mantega sempre negou as acusações.

Joesley afirmou em sua colaboração também, no entanto, que nunca teve "conversas não republicanas com a área técnica do BNDES, ou seja, nunca tratamos de propina e eles nunca me relataram que estavam sofrendo influência por parte de terceiros ou superiores".

Os processos de Mota também remetem a documentos, apresentados na CPI do BNDES, reforçando que a Bertin foi superavaliada pelos Batista "de modo a gerar uma participação societária artificial em favor dos vendedores (a família Bertin), que posteriormente lhes foi transferida a valores irrisórios, conforme concordado em um contrato de gaveta, causando um prejuízo bilionário ao erário e ao Sistema BNDES".

Apesar de também incluir o BNDES e o BNDESPar no polo passivo dos processos que move contra a JBS, em as petições requerem que o banco passe a ser autor dos processos e cobre dos Batista o eventual ressarcimento de prejuízos. As duas ações foram protocoladas na Justiça Federal em novembro e dezembro de 2019.

"O nosso objetivo é forçar o BNDES a tomar uma posição sobre o tema. O banco diz que não teve prejuízo com a operação, mas o fato é que ele tem hoje menos ações do que deveria se não houvesse irregularidades na operação", diz o advogado Gustavo Salgueiro.

Conforme revelado em reportagem do jornal “Folha de S.Paulo” em maio de 2019, a fusão na verdade era uma compra simulada que envolveu um contrato de gaveta por meio do qual os Bertins, à época em dificuldades financeiras, comprometeram-se a devolver 22% de participação acionária na JBS por valores simbólicos.

Documentos que formalizaram o acerto, assinados por representantes das duas famílias, mostram que, no acordo, os Bertins aceitaram ter menos de 10% da JBS como parte do pagamento - e que venderiam de volta aos Batista tudo que excedesse esses 10% por quantia simbólica. Logo depois da fusão, os Bertins tinham cerca de 26% da JBS.

Além de um percentual das ações da empresa, os Batistas se comprometeram a pagar R$ 750 milhões em dinheiro e a assumir R$ 4 bilhões em dívidas dos Bertins.

É possível estimar que o Bertin foi avaliado pelos seus donos em cerca de R$ 8,5 bilhões em agosto de 2009.

Para o mercado, porém, por fato relevante (documento exigido por lei para comunicar decisões de empresas de capital aberto), eles disseram que a empresa valia R$ 12 bilhões - valor que foi usado como base para o pagamento do sócio do Bertin, o BNDESPar.

Com base nessa cifra, o banco levou um volume de ações que equivalia a R$ 3,2 bilhões. Tivesse sido usado o mesmo montante de R$ 8,5 bilhões acertado entre as famílias Batista e Bertin, a parcela do Bertin em poder do banco valeria cerca de R$ 1,2 bilhão - valor que obrigaria o BNDES a anunciar prejuízo no investimento feito no Bertin.

O BNDESPar havia investido na empresa R$ 2,5 bilhões no último ano.

Os documentos indicam que os termos da fusão não prejudicaram o BNDES. Na verdade, o sobrepreço beneficiou o banco.

Saíram prejudicados na transação os minoritários e os fundos de pensão Funcef, dos servidores da Caixa Econômica Federal, e o Petros, dos petroleiros da Petrobras. Ambos estavam, desde 2008, no Prot, um fundo de investimento que foi diluído e perdeu participação na JBS, que caiu de 14% para 8%. O BNDES também estava no Prot, mas a sua diluição foi coberta pelo ganho na outra ponta.

Esse valor maior, de R$ 12 bilhões, foi chancelado na época por diferentes projeções. Entre as apresentadas estava uma minuta de discussão do banco americano JP Morgan.

Outro lado

A JBS afirmou em nota que as ações judiciais movidas por Mota são descabidas e que "todas as transações envolvendo participações do BNDES foram negociadas de maneira transparente, com ampla divulgação pública e de acordo com as regras de mercado".

O documento diz que a transação com a Bertin "seguiu as normas legais do mercado de capitais e contou com suporte de renomados assessores jurídicos e financeiros. A operação [...] trouxe ganhos para todos os acionistas. Como reconhece o próprio BNDES em manifestação enviada à 22ª Vara Federal do Rio de Janeiro".

Ainda segundo a JBS, a operação com a Bertin foi aprovada por acionistas minoritários em assembleia geral da companhia, e sem o voto da controladora J&F.

"Procedimento aberto pela CVM [Comissão de Valores Mobiliários] para avaliar a adequação da incorporação às regras da Lei das S.A.s e aos normativos da própria CVM concluiu não haver indícios de irregularidades. Portanto, é completamente estapafúrdio afirmar que a incorporação tenha sido fraudada", diz a nota.

Em nota, o BNDES diz que "colocou-se à inteira disposição dos juízos para colaborar e apresentar informações adicionais relativas às operações mantidas com a JBS" e que aguarda decisão do juízo sobre os pedidos de Mota.

O banco diz não ter conhecimento de outras demandas movidas por Mauricio da Mota, inclusive no exterior.

Procurada, a ex-executiva do JP Morgan Patricia Pratini de Moraes não se manifestou até a publicação deste texto.

Já o banco americano afirmou que não comenta processos judiciais em andamento. A reportagem não conseguiu localizar Fábio Pegas. Com informações do Valor.
 

  Compartilhe Compartilhe esta matéria    Imprimir

 


   Leia também:
 
[19/02/2020] - Carnaval pode puxar a demanda pelo boi
[19/02/2020] - Pecuarista segura as vendas esperando a alta
[19/02/2020] - Um estado onde o boi subiu mais de 10%
[19/02/2020] - Reposição: preços continuam subindo
[19/02/2020] - Qual o novo patamar para a arroba do boi?
[19/02/2020] - Minerva lucra com exportações à China
[19/02/2020] - JBS faz mais um investimento bilionário nos EUA
[19/02/2020] - Câmara aprova a MP do Agro
[19/02/2020] - Caminhoneiros param para pressionar o STF

Regras para a publicação de comentários


   Notícias Anteriores
 
[18/02/2020] - Arroba: o Carnaval vai puxar as cotações?
[18/02/2020] - Boi: mercado está devagar. O que analistas dizem?
[18/02/2020] - Exportações devem cair em fevereiro. Por quê?
[18/02/2020] - Exportação de boi em pé caiu em janeiro
[18/02/2020] - Frigoríficos: disparada do boi não fazia sentido
[18/02/2020] - Marfrig dispara e lidera altas na bolsa
[18/02/2020] - China reduz impostos sobre a carne bovina dos EUA
[18/02/2020] - Contêineres de carne se acumulam na China
[18/02/2020] - Avanço do coronavírus tem queda
[18/02/2020] - Coronavírus: menos de 5% dos casos são graves
[18/02/2020] - IGP-M fica estável na segunda prévia de fevereiro
[18/02/2020] - Caminhoneiros querem paralisação nacional hoje
[18/02/2020] - CNA não crê em acordo com caminhoneiros
[18/02/2020] - Equipe econômica mantém previsão de alta do PIB
[17/02/2020] - Arroba: o que esperar desta semana?
[17/02/2020] - Vírus pode aumentar exportações de carne do Brasil
[17/02/2020] - China: controle do coronavírus começa a funcionar
[17/02/2020] - STJ nega sequestro milionário nas contas da JBS
[17/02/2020] - CNA prevê alta forte para a pecuária em 2020
[17/02/2020] - Alta do milho preocupa produtores de leite
[17/02/2020] - Preço do milho volta a subir
[17/02/2020] - UE faz campanha clara contra o Brasil, diz Tereza
[17/02/2020] - Produtores rurais argentinos planejam greve
[17/02/2020] - Caminhoneiros protestam no Porto de Santos
[14/02/2020] - Arroba do boi já bateu até R$ 210. Sobe mais?
[14/02/2020] - Arroba: frigoríficos compraram boi pro Carnaval
[14/02/2020] - Minerva aposta em forte alta nas exportações
[14/02/2020] - Mais um país abre mercado à carne do Brasil
[14/02/2020] - IBGE: desemprego caiu em 16 estados
[14/02/2020] - Prévia do PIB de 2019 decepciona
[14/02/2020] - Coronavírus pode adiar saída do BNDES da JBS
[14/02/2020] - Fux adia novamente julgamento da tabela de frete
[14/02/2020] - CNA: tabelamento de frete prejudica o setor
[13/02/2020] - Arroba do boi segue em ritmo de alta
[13/02/2020] - Exportações podem bater recorde em fevereiro
[13/02/2020] - Vendas à China seguiram fortes em janeiro
[13/02/2020] - Exportações de carne salvam balança do agro
[13/02/2020] - Província chinesa registra 242 mortes em um dia
[13/02/2020] - Por que os números do coronavírus subiram tanto?
[13/02/2020] - Coronavírus vai afetar economia do Brasil, diz BC
[13/02/2020] - Frigoríficos do MS esperam crescimento com China
[13/02/2020] - Abates recuaram no quarto trimestre de 2019
[13/02/2020] - Tabela de frete: governo pede adiamento ao STF
[12/02/2020] - Arroba: pecuarista segura o boi à espera da alta
[12/02/2020] - O preço da carne bovina vai subir?
[12/02/2020] - Preço do garrote subiu quase 50% no Tocantins
[12/02/2020] - Milho dispara e bate recorde de preço
[12/02/2020] - China diz que baterá metas econômicas em 2020
[12/02/2020] - Qual será o impacto econômico do coronavírus?
[12/02/2020] - Câmara aprova texto da MP do Crédito Rural

     Clique aqui para ver o índice geral de noticias


 

 

 

Adicione seu site Comprar e vender Atendimento ao anunciante Mais buscados

Venda para a pecuária brasileira através da Internet!
Clique aqui e veja como anunciar no Pecuária.com.br