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Adriano Garcia
MTb 10252-MG

 

Caminhoneiros querem tabela até 35% mais alta

 
 
 
Publicado em 23/07/2019

Sem uma liderança unificada, os representantes de caminhoneiros do país divergem sobre os valores da tabela mínima de frente, que foi suspensa nesta segunda-feira . Enquanto algumas lideranças defendem um reajuste de até 35% nos valores publicados, outras avaliam que a tabela cumpre a função para a qual foi concebida: cobrir os valores mínimos dos custos dos motoristas e o lucro deve ser negociado com as tranportadoras. Segundo as lideranças, ainda não existe mobilização para uma greve geral como a de 2018 mas, nesta segunda, houve paralisações em estradas de Pernambuco, Paraíba e Ceará, organizadas por WhatsApp.

No fim de semana, já circulava a informação de que o governo pretendia cancelar a nova tabela de frete , que entrou em vigor no sábado.

Essa questão será discutida na próxima quarta-feira com o ministro de Infraestrutura, Tarcísio Freitas. Na sexta-feira, diante da possibilidade de uma nova paralisação dos caminhoneiros, Tarcísio de Freitas já havia informado que iria receber lideranças dos caminhoneiros nesta semana. A tabela de frete foi criada no ano passado pelo governo do ex-presidente Michel Temer, após a greve dos caminhoneiros que bloqueou estradas e gerou uma crise de abastecimento no Brasil por mais de uma semana, com impactos negativos para a economia.

—Já sabíamos que a nova tabela seria suspensa. Agora, é preciso discutir os novos valores, já que os atuais só preveem o custo dos caminhoneiros. É preciso acrescentar percentuais entre 30% e 35% para que os caminhoneiros tenham uma remuneração mínima. Isso não foi levado em conta pela Esalq-Log, que elaborou os valores. A categoria está revoltada e nesta segunda houve paralisações em rodoviais. Meu medo é que, até quarta-feira, esse movimento cresça — explicou Wanderlei Alves, o "Dedeco" ao GLOBO.

O representante da categoria afirmou que, embora tenha havido uma audiência pública para que os valores do frete mínimo fossem discutidos, ele pessoalmente não participou das conversas. Segundo ele, a Esalq já tinha os valores pré-estabelecidos e, na avaliação dos caminhoneiros, eles não iriam satisfazer os anseios da categoria.

—Recusei participar da audiência pública. A Esalq já tinha os valores definidos. A nossa remuneração não foi levada a sério na elaboração da tabela — diz Dedeco.

Ele afirma que o próprio ministro Tarcísio Freitas foi pego de surpresa pelos valores da resolução e, por isso, decidiu suspender a nova tabela e reabrir diálogo com a categoria. Dedeco afirmou que a linha do BNDES anunciada pelo governo no início do ano, e que prevê crédito aos caminhoneiros para manutenção dos veículos, ainda não entrou em vigor.

— Não saiu nada ainda. A linha prevê cobertura de custos de manutenção com os veículos. Mas os valores máximos oferecidos não são suficientes. A linha prevê no máximo R$ 30 mil. No mês passado, eu gastei R$ 56 mil para retificar o motor — diz Dedeco.

Outra reivindicação da categoria é a criação de um documento chamado de Código Identificador de Operação de Transporte (Ciot). Uma parte dos caminhoneiros avalia que a emissão desse documento vai permitir que o governo fiscalize as transportadoras que estiveram pagando valores de frete abaixo do mínimo. Mas Dedeco discorda dessa medida.

— Não acho que a fiscalização deva ficar com o governo. Em nenhum lugar do mundo isso acontece. É o próprio caminhoneiro que deve denunciar a empresa que não estiver pagando o mínimo. É simples — diz ele.

Segundo ele, vários grupos de WhatssApp foram criados e neles é fácil perceber o descontentamento da categoria com os valores da tabela de frete publicada na semana passada. As poucas paralisações em rodovias nesta segunda-feira são um sinal de que a categoria está revoltada, avalia Dedeco.

Ivar Schmidt, líder do Comando Nacional do Transporte, que atua em Mossoró, Rio Grande do Norte, tem posição diferente de outras lideranças da categoria. Ele avalia que a tabela que foi publicada semana passada contempla o que foi acordado entre os caminhoneiros e o governo.

— Dentro do que foi proposto pela categoria e pelo governo, a tabela publicada atende perfeitamente. Ficou acordado que a tabela com os valores de frete mínimo cobriria os custos do caminhoneiro, e não a margem de lucro. O que o pessoal está pedindo é que se inclua a margem de lucro na tabela, o que desfigura o que foi combinado. O lucro tem que ser negociado com a transportadora, e depende da oferta e demanda. Se há muita necessidade de uma carga ser transportada, a margem de lucro pode chegar a 100%. Isso é livre negociação - afirma Schmidt.

Ele lembra que no dia 4 de setembro o STF vai julgar a constitucionalidade da tabela. Se for incluído o lucro nos valores, dificilmente o STF vai aprovar a tabela, diz Ivar Schmidt.

— Com o governo sendo obrigado a incluir o lucro, acho difícil o STF aprovar - disse.

O caminhoneiro afirma que há dois problemas que afetam os ganhos da categoria. Primeiro, há um excesso de caminhões no país. Hoje, segundo ele, há quase 3 milhões de motoristas de caminhão, um excedente de mais de 300 mil. Além disso, os caminhoneiros trabalham em jornadas que duram 16 horas.

— É preciso trabalhar na jornada estipulada por lei. esta é uma das soluções. Hoje a lei prevê 8 horas, mais duas horas extras. Dependendo da região do país, o sindicato pode liberar mais duas horas , chegando a uma jornada de 12 horas - afirmou.

Para o presidente do Sindicato dos Transportadores de Bens de São Paulo (Sindiucam-SP), Norival de Almeida Silva, a tabela divulgada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) tem erros e antes de publicá-la o governo deveria ter analisado e revisado as planilhas com a categoria. Segundo ele, são 11 categorias de carga, o que leva à elaboração de 11 planilhas.

— Os valores chegaram a ficar até 36% abaixo do que vinha sendo praticado no mercado. Voltar um percentual assim é ruim - disse Silva, que conversou com o ministro da infraestrutura na semana passada sobre o problema e estará na próxima quarta-feira em Brasília.

Segundo ele, apesar da audiência pública, os valores acabaram sendo muito baixos.

— Na audiência pública, foram feitas mais de 500 sugestões. Mas isso não significa que elas serão acatadas. Acho que não foi má intenção da Esalq-Log. Foi erro mesmo, pela quantidade de planilhas que temos. Eu já tinha alertado que era preciso corrigir a tabela, mas não adiantou - afirmou. Os valores chegaram a ficar até 36% abaixo do que vinha sendo praticado no mercado. Voltar um percentual assim é ruim - disse Silva, que conversou com o ministro da infraestrutura na semana passada sobre o problema e estará na próxima quarta-feira em Brasília.

Segundo ele, apesar da audiência pública, os valores acabaram sendo muito baixos.

— Na audiência pública, foram feitas mais de 500 sugestões. Mas isso não significa que elas serão acatadas. Acho que não foi má intenção da Esalq-Log. Foi erro mesmo, pela quantidade de planilhas que temos. Eu já tinha alertado que era preciso corrigir a tabela, mas não adiantou - afirmou.

Para ele, o surgimento de novas lideranças a toda hora pelo WhatssApp acaba atrapalhando muito as negociações com a categoria.

— Toda hora surge uma liderança. Isso é que mais atrapalha. Não é porque falou com o ministro que vai representar a categoria. - disse o sindicalista, Em São Paulo, são 365 mil caminhoneiros autônomos, representados por 19 sindicatos. Com informações do jornal O Globo.

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