Pode subir para três os frigoríficos parados no RS - PECUÁRIA.COM.BR
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Pode subir para três os frigoríficos parados no RS
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23/05/2007 Informação extra-oficial obtida pela Agência Safras revela que o Frigorífico Três "C", de Rio Pardo (RS), deve paralisar atividades no próximo dia 04. O Três "C" está entre os 10 frigoríficos brasileiros sob embargo russo desde a última quinta-feira (17) e que até agora não tiveram esclarecido os motivos desse embargo. Além desse frigorífico, outra indústria gaúcha - o Frigorífico Riograndense, de Farroupilha, está sob restrição de mercado russo.
Procurada pela Agência Safras nessa terça-feira, a direção do Três "C" não foi localizada. O responsável pela compra de gado para abate, que estaria atuando em São Gabriel, também não foi encontrado.
A confirmar a suspensão dos abates no Três "C", subirá para 3 o número de frigoríficos com paralisação decretada em apenas um mês no Rio Grande do Sul.
Outros dois frigoríficos gaúchos estão paralisando as atividades - o Provim Milani, de Farroupilha e o Valverde, de Viamão -, o que demonstra a dificuldade enfrentada pelo setor diante da elevação do preço do boi gordo no estado, puxada sobretudo pela escassez de gado de reposição.
O boi gordo proveniente do estado está sendo negociado a R$ 4,20 quilo da carcaça segundo dados do Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados do Rio Grande do Sul - Sicadergs, enquanto a carne com osso que chega de outros estados é vendida a R$ 3,40 quilo da carcaça.
"O mercado está numa situação difícil e o parque industrial em regime falimentar. Não temos boi para abate e o pouco gado disponível está com preço astronômico", enfatiza o diretor executivo do Sicadergs, Zilmar Moussalle. De acordo com o dirigente, a restrição imposta pela Rússia aos dois frigoríficos do estado não deve causar impacto financeiro imediato, mas é negativa para a cadeia da carne bovina. "Estamos num mercado globalizado e se o MAPA e os clientes notificados ainda não sabem o por que da restrição, imagine o que o mundo está pensando", enfatiza. Conforme Moussalle, o Rio Grande do Sul que no ano passado exportava cerca de 9 mil ton/mês de carne bovina "in natura" para a Rússia, teve esse número reduzido para 1.000/1.200 ton/mês em 2007. Com informações da Safras. |
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